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Estudo feito em 8 países mostrou que 43,7% dos tuberculosos não reagem diante de pelo menos um medicamento usado quando o tratamento padrão já falhou

Enfermeira faz testes de tuberculose na África do Sul: resistência bacteriana aumentou
AFP / Alexander Joe
Enfermeira faz testes de tuberculose na África do Sul: resistência bacteriana aumentou

Os casos de tuberculose resistentes aos tratamentos, muitas vezes mortais, alcançam níveis alarmantes em certos países, que precisam de remédios cada vez mais caros e complexos, segundo um novo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista médica britânica Lancet.

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Realizado em oito países (Estônia, Letônia, Peru, Filipinas, Rússia, África do Sul, Coreia do Sul e Tailândia) entre 2005 e 2008, o estudo mostra que 43,7% dos pacientes com tuberculose não reagem diante de pelo menos um medicamento de segunda intenção, ou seja, administrado após o fracasso de um primeiro tratamento.

Esta taxa de prevalência da tuberculose multirresistente (TB-MR) é muito superior ao adiantado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que era da ordem de 5% para o período estudado.

"Estamos enfrentando prevalências até 10 vezes superiores em certos lugares", comentou Sven Hoffner, do Instituto sueco de controle de doenças infecciosas, em um comentário apresentado junto ao estudo.

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Mais grave ainda, a taxa de prevalência da tuberculose ultrarresistente (TB-UR), uma forma que responde a um número ínfimo de medicamentos de segunda intenção, alcançou 6,7% nos oito países estudados.

"Até agora, haviam sido observados casos de tuberculose ultrarresistente em 77 países, mas a prevalência exata é desconhecida", comentou Tracy Dalton, do centro norte-americano de controle de doenças infecciosas de Atlanta, que dirigiu o estudo.

Cerca de 8,8 milhões de pessoas desenvolveram tuberculose em 2010, e destas, 1,4 milhões morreram, segundo a OMS, estimando que a tuberculose multirresistente afeta anualmente 500 mil pessoas, das quais 150 mil morrem.

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