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Pela proposta discutida até agora, faixa etária por tipo de transplante seria ampliada em cinco anos, permitindo transplantes em pessoas de até 70 anos, dependendo do caso

Agência Estado

O Ministério da Saúde está estudando a revisão da Portaria 2.600, de 2006, que limita entre 60 e 70 anos – dependendo da gravidade do caso – a idade do paciente que pode receber o transplante de medula óssea de doador.

Leia também: Transplante de medula já é feito em pacientes idosos

Pela proposta discutida até agora, a faixa etária por tipo de transplante será ampliada em cinco anos – o limite de idade para o não aparentado subiria para 65 anos; e o do aparentado, com supressão da medula, passaria de 65 para 70.

“A portaria está sendo revisada para aumentar algumas faixas etárias de transplante, sempre com base na literatura publicada e tendo como objetivo a segurança do paciente”, afirmou Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que participou de reunião da câmara técnica que debate o tema, em São Paulo, na semana passada. O próximo encontro do órgão está previsto para o dia 13.

Crescimento

Dados do Ministério da Saúde apontam para o aumento no número de transplantes de pacientes com mais de 55 anos. O crescimento foi rápido em poucos anos: foram 26, em 2009; 33, em 2010; e 51, no ano passado. Bouzas lembra que, quando começou a trabalhar com transplantes, 30 anos atrás, a faixa etária limite era de pacientes com até 45 anos.

“Ao longo dos anos, vão surgindo novas drogas, novos protocolos, as equipes vão ficando mais experientes e tudo isso permite a ampliação”, afirma o diretor do centro.

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Bouzas ressalta, no entanto, que a tolerância à quimioterapia é diferente dependendo da idade do paciente.

“Por isso tem de ter uma indicação bem precisa. O problema desses transplantes em pacientes idosos basicamente é relacionado com a comorbidade, com alterações que já possam apresentar pela idade, como doença cardiovascular, doença hepática, renal, diabetes, uma série de complicações. E acabam causando mais morbidade”, diz. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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