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Pesquisadores acompanharam 340 portadores de asma e resultados do estudo podem mudar a prática médica de controle da doença

A inalação diária de corticoides para controlar a asma seriam inúteis, concluiu uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e que pode modificar a prática médica no combate a esta doença respiratória crônica que afeta dezenas de milhões de pessoas.

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Atualmente, a recomendação consiste em inalar duas doses de corticoides por dia, além de fazer inalações de albuterol, que dilata as vias respiratórias, em caso de crise aguda de asma, explicaram os autores do estudo, publicado na edição desta quarta-feira (12) da revista Journal of the American Medical Association (JAMA).

Para estudar as diferentes opções de tratamento antiasmático no longo prazo, os pesquisadores da faculdade de Medicina da Universidade do Texas (sul) acompanharam 340 adultos que sofriam de asma persistente, leve ou moderada.

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Os cientistas examinaram principalmente a reação dos brônquios, as funções pulmonares, a quantidade de dias de trabalho ou de escola perdidos, a intensificação dos sintomas e as crises agudas segundo tratamentos acompanhados durante nove meses. Este período permitiu fazer ajustes, assim como levar em conta as variações sazonais.

Neste sentido, não foi constatada qualquer diferença notável no fato de se fazer ou não duas inalações de corticoides por dia ou não.

"A descoberta de que estas duas opções de tratamento não produzem resultados muito diferentes poderiam mudar a forma com que médicos e pacientes tratam a asma, oferecendo-lhes uma opção mais fácil de seguir e menos cara", destacou o doutor William Calhoun, professor de Medicina da Universidade do Texas e principal autor do estudo.

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"Os resultados são baseados em fundamentos sólidos de pesquisa sobre esta doença e são produzidos em um momento em que os casos de asma aumentam a um ritmo alarmante, sobretudo entre os americanos de baixa renda", acrescentou.

Cerca de 25 milhões de pessoas sofrem de asma nos Estados Unidos e a doença custa 3.300 dólares por doente ao ano em tratamentos médicos, faltas no trabalho e nas escolas, assim como em mortes prematuras.

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