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Projeto de lei ainda não tem prazo para virar realidade no posto de saúde, pois precisa ser sancionado pela presidenta. Impacto previsto no orçamento é de R$ 600 milhões por ano

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (12) a inclusão da vacina que protege contra o vírus HPV na rede pública.

Pelo projeto – que ainda precisa ser aprovado e sancionado pela presidência para entrar em vigor – meninas entre 9 e 13 anos seriam contempladas pela nova política de imunização.

Saiba mais sobre o HPV

Atualmente, as doses protetoras contra o vírus, transmitido por meio da relação sexual sem camisinha, só existem na rede particular por custos médios de R$ 900. O HPV, quando não tratado, pode evoluir para o câncer de cólo de útero, o segundo mais letal na população feminina, atrás apenas do câncer de mama.

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Desde o início do ano, o Ministério da Saúde estuda implantar a vacina contra o HPV na rede pública e montou um grupo de especialistas para discutir o assunto. Além desta imunização, também é discutido adotar no Sistema Único de Saúde (SUS), as vacinas contra a Hepatite A e a catapora.

De acordo com o texto aprovado pelo Sebado, o impacto inicial da adoção da nova dose do HPV seria de R$ 600 milhões no primeiro ano, custos feitos com base em cálculos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

“Já nos anos subsequentes esse valor passará para R$ 150 milhões, pois serão vacinadas somente as meninas que entrarem nesse grupo”, diz o comunicado feito pelo Senado.Além da vacina, o projeto de lei aprovado também reforça o cuidado com procedimentos de prevenção, como o exame Papanicolau e ações de combate ao câncer de colo de útero.

A vacinação deve priorizar regiões com menor cobertura de exames de prevenção contra esse tipo de câncer .

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