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Segundo Ministério da Saúde, profissionais da saúde serão orientados sobre características dos portadores, como tendência à obesidade e aos problemas cardíacos

Atores e diretor do filme Colegas, que ajudou a tornar a síndrome de Down mais conhecida e com menos tabu
Itamar Aguiar/Pressphoto
Atores e diretor do filme Colegas, que ajudou a tornar a síndrome de Down mais conhecida e com menos tabu

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (26) as Diretrizes de Atenção a Pessoa com Síndrome de Down. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde sobre a doença e melhorar o atendimento dos pacientes com a síndrome.

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“Os profissionais de saúde passam a ter uma orientação clara do Ministério da Saúde. É muito importante saber, por exemplo, que às vezes os portadores da síndrome  têm tendência à obesidade e mais propensão a ter problemas do coração”, disse Padilha.

As diretrizes contêm informações sobre os efeitos da síndrome desde a infância até a idade adulta, os cuidados necessários em cada fase da pessoa, o histórico da doença e até a melhor forma de lidar com os pais e os pacientes.

Origem

Mãe de Beatriz, uma menina de 2 anos que tem síndrome de Down, Maria Antônia Goulart começou um projeto chamado Movimento Down depois de perceber que faltavam informações sobre a doença. “Muitas vezes, a gente não sabe o que fazer nem a hora que tem que fazer e acabam ficando muito na auto-ajuda, sem orientações claras”, disse.

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Segundo ela, ainda há muito a ser feito no país, principalmente na estruturação da rede de atendimento a pessoas. “A gente tem uma carência na rede de serviços que precisa ser resolvida, precisamos discutir com o Ministério, porque, de fato, o custo é muito alto para a família. Desde o nascimento até a idade adulta, são muitas as terapias e os exames que precisam ser garantidos. É algo que a gente precisa avançar”, disse.

Além das diretrizes, ainda foi lançada uma cartilha voltada às próprias pessoas com síndrome de Down,também disponível no site do Ministério da Saúde. Em linguagem simples, a cartilha apresenta a síndrome e mostra os efeitos que ela tem na vida de cada um.

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“Antigamente, tratavam a gente como mongolóide. A gente não quer isso. A gente quer se igual a todos. Ter um cromossomo a mais não nos impede de sermos iguais aos outros”, afirma o ator Breno Viola, de 31 anos, que tem síndrome de Down e atuou em Colegas, escolhido melhor filme do Festival de Gramado deste ano, que trata, justamente, da síndrome.

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O ministro Alexandre Padilha informou que o ministério divulgará também diretrizes para outros tipos de deficiência, como paralisia cerebral, autismo e deficiências físicas decorrentes de traumas. Segundo ele, há um esforço do governo, por meio do Plano Viver sem Limites, de melhorar as redes de saúde e assistência social para atender a essas pessoas.

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