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Clonagem da pele foi feita nos Estados Unidos, a partir de dois pequenos pedaços da pele da menina que não foram afetados pelo fogo

BBC

A sul-africana Pippie Kruger, de apenas três anos, já estava a ponto de ser desenganada, quando foi submetida a uma cirurgia inédita na África.

A menina, que teve 80% do corpo queimado durante um incêndio ocorrido em casa, sobreviveu ao ter a pele removida e, posteriormente, reconstituída.

Pippie Kruger no hospital: vida salva pela clonagem de pele
BBC
Pippie Kruger no hospital: vida salva pela clonagem de pele

Durante o procedimento, feito pela primeira vez na África do Sul e no continente africano, dois pequenos pedaços da pele de Pippie, que não haviam sido afetados pelo fogo, foram retirados e clonados em um laboratório dos Estados Unidos.

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Hoje, após cinco paradas cardiorrespiratórias e 45 cirurgias plásticas, Pippie está de volta ao convívio familiar. Os médicos ficaram surpresos com a recuperação da menina.

"Trata-se de uma criança completamente diferente do que vimos quando chegou aqui. Às vezes, é difícil acreditar que é a mesma menina que quase perdemos", disse o cirurgião plástico Ridwan Mia, responsável pelo procedimento.

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Após meses no hospital, a próxima etapa na vida de Pippie é recobrar a força dos músculos com a ajuda de um fisioterapeuta. O tratamento de Pippie é visto como modelo em um país onde mais de 15 mil crianças são vítimas de incêndios todos os anos.

"É fantástico. Todas as vezes que me sinto para baixo ou solitária, eu recebo a mensagem de alguém que diz ter se inspirado no caso da minha filha", afirmou a mãe da menina, Anice Kruger.

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