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Cardiologistas pediátricos explicam que 'sopro' no coração nem sempre é doença, e que a alimentação da gestante não causa problemas no coração no bebê. Assista aos vídeos

Recém-nascido: saúde cardíaca do bebê nem sempre tem a ver com problemas no coração da mãe
Getty Images
Recém-nascido: saúde cardíaca do bebê nem sempre tem a ver com problemas no coração da mãe

Sopro no coração em crianças não é doença, na maioria dos casos, e a alimentação da mãe não influencia o surgimento de doenças cardíacas congênitas. O iG ouviu quatro cardiologistas pediátricos, que tiraram essas e outras dúvidas frequentes de mães e pais, durante o Congresso Brasileiro de Cardiologia Pediátrica, realizado em Foz do Iguaçu (PR).

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Nos vídeos, os médicos explicam alguns sinais que devem chamar a atenção sobre a possibilidade problema cardíaco na criança e alertam ainda que grávidas com cardiopatias têm chances de 6% a 10% de gerar filhos com problemas no coração, não necessariamente os mesmos problemas cardíacos delas.

Sintomas de alerta de problemas cardíacos na criança

Se o bebê tem lábios, língua e extremidades arroxeadas – uma condição chamada cianose – sente cansaço e precisa parar seguidamente a mamada para respirar, tem infecções respiratórias seguidas e dificuldade para ganhar peso e altura, os pais devem levá-lo a um cardiologista pediátrico. Esse especialista pode identificar com mais precisão se existe algum problema real e tratá-lo de forma adequada. 

No vídeo a seguir, Flávia Pasquinelli Cabral, professora da Faculdade de Medicina de Itajubá (MG), enumera alguns sintomas que devem alertar os pais:


Na maioria dos casos, "sopro" no coração não é doença

Apesar de temido, o tão falado “sopro” no coração é apenas um som que o médico ouve ao estetoscópio quando faz a ausculta o paciente.

“O sopro é a manifestação de alguma turbulência no sangue. Pode representar de fato um problema ou pode ser o chamado ‘sopro inocente’”, explica Ieda Jatene, chefe da cardiologia pediátrica do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo.

“É preciso acabar com o mito de que o sopro é algo extremamente grave”, diz a médica Flávia Navarro.

No vídeo, o especialista Marcelo Credidio, do Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR), explica que, em 90% dos casos, o "sopro" não ocorre em função de defeito cardíaco:


Filhos de mães com cardiopatias têm chance de 6% a 10% de gerar filhos
com problemas cardíacos

Ieda Jatene esclarece que mães com cardiopatias congênitas tem de 6% a 10% de chances de dar à luz bebês com problemas no coração, mas não necessariamente o mesmo que elas têm. Diabéticas, por exemplo, tem 10% mais chances de terem bebês com alguma cardiopatia. Veja a explicação:


Alimentação da gestante não gera problema cardíaco em bebê

Este é outro mito comum, explica o cardiologista pediátrico Marcelo Credidio, do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Ele diz que a alimentação da gestante pode gerar outros problemas para o bebê, mas não influencia nem pode causar cardiopatias congênitas. Os médicos alertam, porém, que a má alimentação da grávida pode causar outros prejuízos para os bebês, como a desnutrição. Veja:

* O repórter do iG viajou a convite do XXII Congresso Brasileiro de Cardiologia Pediátrica


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