Tamanho do texto

Além de aprimorar habilidades médicas, robôs ajudam os recém-formados a treinar em situações de estresse

BBC

Vítima de um acidente, John está com sérias dificuldades para respirar. Em uma corrida contra o relógio, três médicos estão tentando descobrir o que fazer para salvar a vida dele no Forth Valley Royal Hospital, na localidade escocesa de Larbert. Mas se eles falharem, ninguém morre.

Tratamento de paciente-robô é gravado para avaliação dos estudantes
BBC
Tratamento de paciente-robô é gravado para avaliação dos estudantes

Muitos estudantes de medicina treinam com bonecos – a diferença é que John pode não só se comunicar com os médicos que o atendem como também responder ao tratamento segundo a segundo.

Siga o iG Saúde no Twitter

Ele faz parte de um grupo de novos robôs controlados por avançados sistemas computadorizados que está sendo testado para o treinamento de médicos e enfermeiras no Forth Valley Royal Hospital.

A expectativa é de que cerca de 1.000 profissionais de saúde passem pelo centro de treinamento a cada ano. Os estudantes e recém-formados serão filmados durante as simulações e em seguida os vídeos serão analisados para que seu trabalho seja avaliado.

Simulação

"Apesar de sermos instruídos sobre o que fazer em todos os tipos de situações médicas, é muito diferente quando você tem o equipamento nas mãos, as pessoas falando com você e as máquinas fazendo barulho. Isso aumenta bastante o estresse do momento", diz a anestesista Donna Fraser. Para ela, os pacientes-robô ajudam os estudantes e recém-formados a aprimorar suas habilidades em um cenário mais próximo da vida real.

O robô Reg, por exemplo, tem um coração falso, pode doar sangue e descrever seus sintomas para os médicos. Ele chega a piscar os olhos e geme em situações em que o paciente sentiria dor.

Outro boneco simulador, conhecido como Stan, responde a gases anestésicos. No grupo de robôs também há protótipos de uma mulher grávida de um bebê e outra com dois fetos no útero.

"O objetivo é ampliar a segurança aos pacientes com uma educação que lança mão dessas simulações", explica o médico Michael Moneypenny, diretor do Centro Escocês de Simulação Clínica.

Leia mais notícias de saúde

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.