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Juiz que vetou a nova lei afirma que decisão está além da competência do Conselho de Saúde da cidade

Agência Estado

Um juiz da Suprema Corte de Nova York, Milton Tingling, derrubou no final da tarde desta segunda-feira (11) uma decisão do prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e do Conselho de Saúde do município, de proibir a venda de bebidas adoçadas em embalagens acima de 470 mililitros em lojas, bares, cinemas e casas de show a partir desta terça-feira. Por meio de um comunicado, a prefeitura afirmou que vai recorrer da decisão.

O juiz considerou arbitrária a lei da prefeitura, por proibir apenas alguns tipos de bebidas, como refrigerantes e chás adoçados, e decidiu em favor dos fabricantes de bebidas e refrigerantes, que vinham questionando a regra de Bloomberg.

O juiz Milton Tingling destaca, por exemplo, que a decisão de limitar o tamanho das bebidas está além do Conselho de Saúde, que é formado por pessoas nomeadas pelo próprio prefeito da cidade. Nova York seria a primeira cidade dos EUA a ter esse tipo de proibição. Bebidas dietéticas, sucos e a base de leite, como milk shake, ficariam isentas.

A medida vinha causando polêmica desde sua aprovação, em setembro do ano passado. O objetivo do Conselho e do prefeito é controlar a obesidade da população, mas Bloomberg foi chamado de "babá" pelos críticos do movimento, que fundaram até uma organização para combater a proibição, chamada de New Yorkers for Beverage Choices (algo como "Nova-iorquinos pela escolha de bebidas"). Em seu site, a organização diz já ter 526 mil apoiadores, que são a favor de a pessoa escolher qual bebida consumir.

Estimativas informais divulgadas pela prefeitura alegam que, se as pessoas passassem a consumir essas bebidas em embalagens menores, a população da cidade deixaria de engordar um milhão de quilos por ano. Cerca de seis mil pessoas morrem anualmente na cidade em decorrência da obesidade, segundo números divulgados pela prefeitura.

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