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O cinema foi a companhia de Paulo Henrique Machado durante os anos de internação. Ele criou “Aventuras de Leca” inspirado nos colegas de leito e busca patrocínio para o filme

Paulo Henrique Machado, 45 anos, nasceu antes da criação do personagem Zé Gotinha e da vacinação em massa que eliminou a paralisia infantil do território brasileiro em 1989. Acometido pelo vírus causador da poliomielite, o nome da doença, ele foi internado com 1 ano e meio na UTI do Hospital das Clínicas e nunca mais saiu da unidade.

Cresceu brincando em meio aos aparelhos médicos e respirando com ajuda de um pulmão artificial, o motivo de não conseguir a alta hospitalar. O cinema foi a sua companhia predileta durante todos os anos de internação e, agora, depois de estudar muito, Paulo quer prestar homenagem ao companheiro que o levou para todos os lugares do mundo “até para outra galáxia”, afirma.

O paciente mais antigo do HC criou uma “animação em 3D”. A obra, que começa a virar realidade, pretende mostrar a infância e a adolescência de sete personagens portadores de deficiência física. A inspiração do primeiro filme de Paulo estava ao lado. Leca é Eliana Zagui, “irmã do coração”, outra vítima da pólio e internada há 39 anos no Hospital das Clínicas, desde que tinha 2. Ela também é artista e, mesmo com as sequelas da paralisia, pinta quadros e escreve livros com a boca. Os outros amigos também já moraram no mesmo quarto onde ficavam “as crianças da pólio”. Mas não sobreviveram para assistir à animação

“É uma forma de sempre lembrar dos amigos que fiz no hospital ”, diz o cinéfilo, quase quase cineasta. Para sair do papel, “As aventuras de Léca e seus amigos” precisa de financiamento coletivo ( saiba mais aqui)

Leia a história completa de Paulo e Eliana

Saiba mais sobre o livro, escrito por Eliana, Pulmão de Aço

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