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Estudo diz que níveis de ruído no metrô de Nova York e paradas de ônibus supera as recomendações das autoridades de saúde pública e recomenda o uso de plugues de ouvido

Metrô de São Paulo: usuários têm que tomar cuidado com ruídos intensos
Evaldo Fortunato/Futura Press
Metrô de São Paulo: usuários têm que tomar cuidado com ruídos intensos

Pergunta: Algum estudo já avaliou os riscos de perda auditiva para quem anda de metrô? 

Resposta: Um estudo realizado em 2006 sobre o barulho gerado pelo trânsito em Nova York, o qual mediu o barulho nos ônibus, trens e plataformas do metrô, foi considerado o primeiro estudo formal desde os anos 1930.

Dormiu ouvindo, acordou surdo

A pesquisa realizada pela Escola Mailman de Saúde Pública, da Universidade de Columbia, e publicada no The Journal of Urban Health, concluiu que os níveis de ruído nos metrôs e paradas de ônibus poderiam superar com facilidade as recomendações reconhecidas para a saúde pública, trazendo danos potenciais à audição caso a pessoa seja exposta pelo tempo suficiente.

Trânsito, MP3 e noitadas envelhecem voz e ouvidos

Por exemplo, as diretrizes da Agência de Proteção Ambiental e da Organização Mundial de Saúde estabelecem um limite de 45 minutos para a exposição a sons de até 85 decibéis, o ruído médio registrado nas plataformas de metrô. Além disso, quase 60 por cento das plataformas apresentaram níveis de ruído superiores a esse.

Os níveis máximos de ruído dentro dos trens do metrô eram ainda maiores do que nas plataformas, excedendo 100 decibéis em um quinto dos casos e 90 em mais de dois terços.

Mitos e verdades sobre o fone de ouvido

O estudo recomenda o uso de plugues e protetores nos ouvidos durante o tráfego por ambientes barulhentos, com o objetivo de reduzir o ruído que chega aos tímpanos. Além disso, a pesquisa também alerta para o fato de que fones de ouvido trazem riscos ainda maiores.

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