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Estudo realizado na Holanda mostra que em temperaturas amenas (por volta de 15º) o corpo gera mais energia e, consequentemente, queima até 30% a mais de gordura

No frio ameno gasta-se mais energia para aquecer o corpo e consequentemente queima-se gordura
J. Duran Machfee/Futura Press
No frio ameno gasta-se mais energia para aquecer o corpo e consequentemente queima-se gordura

Cientistas holandeses defendem a exposição ao frio como um método saudável e também sustentável para a perda de peso. O estudo, publicado no periódico científico Cell , segue uma conta simples: em temperaturas amenas, como 15ºC, o corpo gera mais energia para se aquecer e precisa das reservas de gordura para isto. De acordo com os cientistas, em algumas pessoas, o aumento do gasto energético nessas situações pode ser de até 30%.

“O gasto energético e a perda de peso acontecem, só não vale compensá-los comendo mais, ok?”, disse ao iG, Marken Lichtenbelt da Universidade Maastricht, na Holanda, e autor do estudo.

Lichtenbelt e sua equipe começaram o estudo sobre gasto energético e temperatura amena há 10 anos e descobriram que a geração de calor nestas situações queima gordura. Isso vai variar de pessoa para pessoa, assim como varia o total de quilos perdidos, mas, de modo geral, temperaturas mais baixas podem afetar significativamente a quantidade de energia que uma pessoa gasta diariamente.

O cientista alerta, porém, que não é para ninguém sair procurando ambientes com frio de tremer ou de bater o queixo. A estratégia está toda baseada em temperaturas amenas dentro de ambientes climatizados. “Talvez, além de nosso treinamento físico, temos de treinar para passar mais tempo no frio”, disse.

Para a equipe de pesquisadores, evitar espaços aquecidos e variar mais a temperatura de ambientes internos pode ser benéfico para a perda de peso.Um grupo de pesquisadores japoneses, que também estuda o assunto, observou que pessoas que passaram 2 horas por dia em temperaturas de 17ºC durante seis semanas tiveram diminuição da gordura corporal.

A equipe holandesa descobriu, no entanto, que a estratégia de queima de gordura não dura muito tempo. “As pessoas se acostumam com o frio ao longo do tempo. Depois de seis horas por dia no frio, por um período de 10 dias, as pessoas voltaram a ter aumento de gordura”, disse.

Lichtenbelt disse que ainda é preciso realizar estudos referentes à situação contrária, mais comum no Brasil - de calor no ambiente externo e de temperatura mais baixa, no interno. “Nossos resultados são referentes a situações de temperaturas internas relativamente altas. Em algumas regiões tropicais, pode fazer frio à noite ou nos períodos de chuva. Nessas condições de temperatura mais baixa pode haver queima de gordura também”, disse.

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