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Para Chioro,problema não é a falta de recurso, mas o seu uso: não adianta garantir cirurgia se não há consulta de rotina

O ministro Arthur Chioro afirmou nesta quarta (26) que a opção por um modelo de saúde centrado na doença deixou um grande déficit na atenção aos cuidados básicos de saúde. Para ele, embora os 25 anos do Sistema Único de Saúde tenha resultado em diversos avanços para o País, ainda há muito que fazer.

"Nosso problema não é a falta de recurso. Precisamos gastar de uma forma diferente. Temos dinheiro para pagar hemodiálise, mas não há recursos para a consulta de nefrologia", disse. Para Chioro, o Brasil precisa discutir se quer um sistema universal de saúde e quanto isso custa. 

O ministro participou nesta quarta da abertura do fórum a Saúde do Brasil, realizado pelo jornal Folha de S. Paulo. No evento, também foi divulgada a pesquisa DataFolha que mostrou que a saúde é a maior preocupação do brasileiro . Na pesquisa, o sistema de saúde foi avaliado como ruim ou péssimo por 56%.

Chioro listou desafios para a melhoria da saúde, sendo os mais importantes a modernização do SUS e o financiamento. “Precisamos trazer a garantia da universalidade do sistema de saúde associando mecanismos da gestão privada”, disse.

Entre os desafios citados pelo ministro estão: a necessidade de investimentos na atenção básica, questão do envelhecimento da população, prevenção de doenças, transtornos mentais, violência, necessidade de melhorar a gestão, complexo industrial da saúde, relação público privado, financiamento, modernização do funcionamento do SUS.

"O meu sonho é que o SUS legal cada vez mais se aproxime do SUS real, capaz de produzir mais vida e mais saúde", disse o ministro sobre o resultado da pesquisa.

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