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Campanha que se estende até 9 de maio pretende imunizar a população contra a gripe A H1N1, 2009, e influenza A H3N2 e B

A campanha de vacinação contra a gripe chega neste sábado (26) ao chamado “Dia D”, quando mais de 65 mil postos de vacinação estarão abertos em todo o País para vacinar a população. Um dos postos abertos especialmente para esse dia fica em uma estação de metrô em Brasília e recebeu dezenas de pessoas apenas na parte da manhã.

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Campanha de vacinação contra gripe em Franca (SP), na manhã deste sábado (26)
Futura Press
Campanha de vacinação contra gripe em Franca (SP), na manhã deste sábado (26)

“A gente acompanha e a população está procurando, tivemos uma participação muito boa. A população do DF é assídua”, disse o chefe da Secretaria Especial do Idoso do DF, Ricardo Quirino. Segundo ele, mais de 150 idosos passaram pelo posto montado na Estação 112 Sul na manhã deste sábado. O local recebeu também pessoas de outras idades e está aberto a toda população. A meta do DF é imunizar 603.867 pessoas até o final da campanha, em 9 de maio.

Dona Deusalina de Moraes foi uma das pessoas que atenderam ao chamado do Ministério da Saúde e receberam sua dose da vacina. “Todo ano eu vacino, tenho 68 anos. Quando a gripe vem, ela vem mais fraca, não me derruba. Quando a gente tem idade, fica mais frágil. Gripe é uma coisa muito séria.”

A campanha, que vai se estender até 9 de maio, pretende imunizar a população contra a gripe A H1N1 - que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, e também contra os demais tipos do vírus influenza: influenza A H3N2 e B.

Além de febre alta (38ºC a 40ºC) com duração entre cinco e três dias, os sintomas da gripe incluem dores de cabeça e dores musculares, podendo evoluir para uma pneumonia, por exemplo.

O público-alvo da campanha abrange 49,6 milhões de pessoas pelo país, entre crianças de seis meses a cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional e portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 80% de cada grupo prioritário, com exceção dos doentes crônicos.

Em São Paulo, 37,3 mil profissionais estão mobilizados em 6,3 mil postos de saúde fixos e volantes do Estado, com a expectativa de imunizar 9,2 milhões de pessoas , dos quais 3,1 milhões só na capital paulista. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o universo representa 80% do público-alvo. Para auxiliar nesse trabalho, os profissionais de saúde contarão com 3 mil veículos, 21 ônibus e quatro barcos.

A diretora de Imunização da Secretaria da Saúde do estado, Helena Sato, salientou que, ao tomar o medicamento, as pessoas não sofrem o risco de contrair a doença porque em sua composição são utilizados apenas pequenos fragmentos do vírus, “incapazes de causar qualquer infecção”.

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