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Pessoas que seguiram um regime baseado em perfis genéticos individuais tiveram perda de peso 33% maior, diz estudo

A dieta vai ficar cada vez mais personalizada. Pesquisadores italianos defenderam na conferência da Sociedade Europeia de Genética Humana que com a maior compreensão de genes relacionados à percepção do gosto e às preferências alimentares será possível criar dietas mais eficientes. Um estudo mostrou que pessoas que seguiram um regime baseado em perfis genéticos individuais tiveram uma perda de peso 33% maior do que aqueles que seguiram um plano não-personalizado.

Especialistas afirmam que é preciso  conhecer genes para montar uma dieta mais eficaz
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Especialistas afirmam que é preciso conhecer genes para montar uma dieta mais eficaz

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Os pesquisadores aplicaram o conhecimento de 19 genes diferentes para personalizar as dietas. Os cardápios foram estipulados para a perda de peso padrão subtraindo 600 calorias das necessidades nutricionais individuais. As 191 pessoas obesas que participaram do estudo foram divididas em dois grupos: 87 no grupo de teste e 104 no controle.

As dietas foram moduladas de acordo com os perfis genéticos individuais. Pessoas cujo perfil genético mostrava que elas tinham metabolismo lipídico menos eficiente, receberam menos lipídeos em sua dieta, por exemplo. A quantidade total de calorias foi igual o grupo teste e o grupo controle. No fim de dois anos, a dieta baseada na genética se mostrou muito mais eficiente que a não personalizada. 

Bom para a saúde
Os pesquisadores afirmam que os benefícios não estão apenas na perda de peso, mas também na prevenção de doenças como o câncer, depressão e hipertensão. "Descobrindo as bases genéticas das preferências de gosto e comida, seremos capazes de aumentar não só a eficácia das intervenções nutricionais, mas também a conformidade com os alimentos ", disse Nicola Pirastu, pesquisador da Universidade de Trieste, na Itália.

Com base em vários experimentos, Pirastu e Antonietta Robino, do Instituto de saúde materno-infantil, propõem uma nova abordagem no que se refere a dietas. Eles acreditam que é preciso identificar novos genes e suas implicações em distúrbios alimentares como sobrepeso, obesidade e diabetes.

Para tentar desvendar as bases genéticas para determinadas preferências alimentares, eles analisaram o genoma de 2.311 italianos, 1.755 indivíduos de outros países da Europa e da Ásia Central. Os pesquisadores descobriram 17 genes independentes relacionados ao gosto de certos alimentos, incluindo alcachofras, bacon, café, chicória, chocolate escuro, queijo azul, sorvete, fígado, óleo ou manteiga no pão, suco de laranja, iogurte, vinho e cogumelos. Surpreendentemente, nenhum dos genes identificados pertencia à categoria dos receptores de gosto ou cheiro.

"Até agora, a maioria dos estudos têm se centrado apenas nos receptores de gosto específico, especialmente amargos. Os resultados têm sido bem sucedidos em parte na tentativa de compreender a genética por trás da percepção de compostos específicos, tais como a cafeína e quinino," diz Antonietta Robino, do Instituto de saúde materno-infantil, em Trieste, na Itália. "Nosso trabalho expandiu esta abordagem para o genoma, com o objetivo de esclarecer quais genes específicos conduzem as diferenças individuais na percepção de gosto e preferências alimentares."

Os cientistas afirmaram que saber por que indivíduos preferem determinados gostos de comida e conseguir personalizar as intervenções irá ajudar a saúde pessoas mais velhas. A dieta saudável e personalizada pode melhorar sua qualidade de vida, bem como fazer economias consideráveis para os sistemas de saúde.

"Há ainda muito que precisa ser feito para entender quais características fazem certos alimentos afetarem a composição genética de um indivíduo," diz o Pirastu. "Por exemplo, encontramos uma forte correlação entre o gene HLA-DOA e o gosto de vinho branco, mas não fazemos ideia do que, nas características do vinho branco, este gene influencia. Nossos estudos serão importantes para a compreensão da interação entre o ambiente, estilos de vida e o genoma na determinação de resultados em saúde”, completa.

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