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Segundo a Organização Mundial da Saúde, a disseminação do vírus já matou mais de 930 pessoas neste ano no oeste da África

BBC

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira uma emergência internacional de saúde por conta da disseminação do vírus ebola, que já matou mais de 930 pessoas neste ano no oeste da África.

A entidade disse que uma resposta internacional coordenada é essencial para interromper e reverter a disseminação da doença.

As medidas anunciadas pela OMS não incluem restrições a viagens internacionais ou ao comércio.

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Mas os países-membros deverão preparar medidas para detectar, investigar e administrar eventuais casos de ebola, incluindo em aeroportos, segundo a OMS.

O anúncio da OMS foi feito após uma reunião de emergência de dois dias na Suíça, convocada para discutir o surto da doença.

Segundo a agência, o surto de ebola, o pior da história, é "um evento extraordinário".

Até agora, somente foram detectados casos de transmissão da doença neste ano em Serra Leoa, Guiné, Libéria e Nigéria, mas teme-se que o vírus, que é altamente contagioso, possa se espalhar para outras partes do mundo.

"As possíveis consequências de uma disseminação internacional maior são particularmente sérias em vista da virulência do vírus, dos padrões intensivos de transmissão na comunidade e em áreas médicas, e dos fracos sistemas de saúde nos países atualmente afetados e sob maior risco", disse a OMS num comunicado.

Entre as recomendações feitas pela OMS estão:

· Aumento da vigilância para detectar potenciais casos· Informações atualizadas para as populações das áreas afetadas· Medidas efetivas para conter os riscos para os profissionais de saúde

Segundo a organização, há muitos obstáculos nos países afetados, incluindo "sistemas de saúde muito fracos" e a falta de profissionais, de técnicos de laboratórios e de roupas de proteção.

Mas para Keiji Fukuda, chefe do setor de segurança de saúde da OMS, a disseminação do vírus ebola pode ser contida com as medidas corretas para lidar com as pessoas infectadas.

"Essa não é uma doença misteriosa. É uma doença infecciosa que pode ser contida", disse. "Não é um vírus que é transmitido pelo ar", afirmou.


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