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Lei, que ainda tem de ser sancionada, prevê prisão de até dois anos. Costa do Marfim fecha divisas com Guiné e Libéria

Serra Leoa votou para aprovar uma nova emenda à sua lei de saúde, impondo possível prisão àqueles que forem pegos escondendo um paciente de ebola, uma prática que a Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita ter contribuído para uma grande subestimação do atual surto.

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A nova lei, uma atualização da Lei de Saúde Pública de 1960 do país, foi aprovada na sexta-feira (22) e prevê tempo de prisões de até dois anos para aqueles que não a cumprirem, disse o legislador Ansumana Jaiah Kaikai.

A medida foi necessária para compelir os residentes a cooperar com as autoridades do governo, disse Kaikai, notando que alguns moradores resistiram às medidas para o combate ao ebola, incluindo a construção de centros de isolamento em suas comunidades. A emenda vai agora para sanção presidencial.

Serra Leoa é o país mais afetado pelo atual surto, registrando ao menos 910 casos e 392 mortes, de acordo com dados divulgados na sexta pela OMS. Um total de 2.615 infecções e 1.427 mortes foram registradas em toda a África Ocidental.

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Esses números não capturam todos os casos em parte porque as famílias escondem os pacientes, temendo indíces de mortalidade maiores e o estigma que vem com um dianóstico positivo, disse a agência de saúde da ONU em um comunicado divulgado na sexta.

A Costa do Marfim anunciou no fim da noite de sexta que estava fechando suas fronteiras terrestres com os vizinhos Guiné e Libéria na tentativa de prevenir a propagação do vírus no seu território, segundo o governo. Gabão, Senegal, África do Sul e Camarões impuseram no início da semana restrições a alguns ou a todos os quatro país que têm casos confirmados de ebola.

*Com AP e Reuters

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