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Segundo Ministério da Saúde, remédio ajuda diminuir crises de irritação, agressividade e agitação, sinais comuns da doença

Brasil: apenas 10% das pessoas diagnosticadas com autismo têm algum tipo de atendimento
Reuters
Brasil: apenas 10% das pessoas diagnosticadas com autismo têm algum tipo de atendimento

As pessoas que sofrem os sintomas do autismo poderão contar a partir do começo de 2015 com o remédio risperidona na rede pública. Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento ajuda na diminuição as crises de irritação, agressividade e agitação, sintomas comuns da doença.

O autismo não tem cura, mas pode ser identificado nos primeiros anos de vida. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a doença, e no Brasil algo próximo de dois milhões de pessoas. O Ministério da Saúde prevê gastar R$ 700 mil por ano na compra do remédio.

No Brasil, estima-se que das cerca de 1 milhão de pessoas diagnosticadas com a doença, apenas 10% (100 mil) recebem algum tipo de atendimento. 

Estudos sugerem que a doença pode ser identificada em bebês com até dois meses de vida e que o diagnóstico precoce proporcionaria muito mais qualidade de vida.

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O diagnóstico do autismo é baseado no relato dos pais e na observação dos profissionais de saúde, já que não existem marcadores biológicos que definam o quadro. Alguns exames laboratoriais podem permitir a compreensão de fatores associados a ele, mas ainda assim o diagnóstico do autismo é clínico.

Um software criado por pesquisadores brasileiros e americanos  pode contribuir para a triagem mais apurada de sintomas de autismo. O grupo desenvolveu um algoritmo para analisar e mensurar as imagens em vídeo de crianças executando testes de detecção de autismo. O resultado é uma ferramenta que auxilia pais e professores a triar sintomas a partir de marcadores comportamentais do autismo, como modo de caminhar e movimentar a cabeça.