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Simulação incluiu desde o alerta sobre casos suspeitos até o transporte e atendimento do paciente no hospital

Nesta terça-feira (16) foi realizada uma simulação de atendimento para pacientes com ebola no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. A equipe treinou os procedimentos que deverão ser seguidos caso um viajante infectado pelo vírus Ebola chegue ao País.

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Uma ambulância do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências chegou ao Emílio Ribas, por volta das 14h30, transportando um ator que simulava ter sintomas da doença.

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A simulação incluiu desde o alerta sobre casos suspeitos até o transporte e atendimento do paciente no Emílio Ribas, hospital que será a referência nacional para tratamento dos doentes.

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Plano de atendimento
Pacientes que chegarem com suspeita de ebola serão atendidos num dos 17 leitos de isolamento do Emílio Ribas que têm pressão negativa – sistema de filtro do ar que coíbe a disseminação de microorganismos. Os quartos possuem antessalas nas quais a equipe de resgate poderá retirar os equipamentos de proteção de forma segura, sem risco de infecção. Caso a demanda seja superior, outros leitos do hospital também poderão ser utilizados.

A Secretaria irá dispor de 2,5 mil kits de paramentação, que serão utilizados pelos profissionais envolvidos. Haverá “dupla proteção”, com equipamentos de proteção individual (EPIs) que impossibilitam o contágio, macacão de polietileno, avental impermeável, botas e luvas (um par de materiais de procedimento comuns e outro com proteção biológica), máscara com proteção biológica e viseira.

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Apesar da baixa possibilidade de que o vírus ebola chegue ao país, tanto os profissionais do Grau quanto do Emílio Ribas se prepararam para adotar as medidas de emergência necessárias. Um grupo técnico criado com representantes do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica), do Grau e do Instituto de Infectologia foi criado para definir medidas e aperfeiçoar os procedimentos.