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Aeroporto JFK de Nova York, nos Estados Unidos, iniciou neste sábado um novo sistema de checagens para tentar detectar casos suspeitos de ebola

Passageiros vindos da Libéria, Serra Leoa e Guiné, os países mais atingidos pela epidemia, terão que passar por uma medição de temperatura e um responder um questionário.

Nos próximos dias estas checagens devem começar nos aeroportos de O’Hare, em Chicago, Newark, Dulles, de Washington e o de Atlanta.

Checagens devem começar nos aeroportos de O'Hare, Newark, Dulles e em Atlanta
BBC
Checagens devem começar nos aeroportos de O'Hare, Newark, Dulles e em Atlanta

Pelo JFK e pelos outros quatro aeroportos passam cerca de 90% dos passageiros que chegam de avião aos Estados Unidos.

As checagens começaram depois da primeira morte por ebola ocorrida no Estado do Texas na quarta-feira.

Thomas Duncan viajou da Libéria para os Estados Unidos e só foi diagnosticado com a doença depois que chegou a Dallas.

A atual epidemia de ebola é considerada uma das piores já registradas. Segundo as últimas informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) o número de mortos devido à doença aumentou para 4.033.

A grande maioria dos mortos, 4.024, é dos países da África Ocidental: Libéria, Serra Leoa e Guiné.

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As novas medidas no aeroporto de Nova York ocorrem em um momento em que o mundo tenta se preparar para enfrentar a epidemia.

A Grã-Bretanha também vai introduzir mais checagens de passageiros nos aeroportos de Heathrow e Gatwick, além dos terminais do Eurostar, a partir da próxima semana. O governo afirmou que serão checados os históricos de viagens dos passageiros e poderá ser feita também uma avaliação médica.

O enviado especial da ONU para tratar dos assuntos relativos ao ebola, David Nabarro, alertou que o mundo poderá ter que viver para sempre com a doença, a não ser que cada país se mobilize para combater o ebola.

Sintomas

As checagens no aeroporto JFK são feitas pelos agentes alfandegários que analisam se os passageiros apresentam os sintomas do ebola, como febre.

Os passageiros que vierem da Libéria, Serra Leoa ou Guiné precisam responder perguntas sobre o histórico de viagem e se tiveram contato com alguém que está com o ebola.

Se a resposta por "sim" a qualquer uma das perguntas ou se o passageiro apresentar febre, um representante Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) será mobilizado e fará uma avaliação da situação.

Os voos diretos entre os três países africanos mais atingidos pela epidemia e os Estados Unidos foram suspensos e a maioria dos passageiros que chegam da África no país passaram antes pela Europa.

Gil Kerlikowske, comissário de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, afirmou que o novo sistema significa uma camada extra de segurança para o povo americano e vai cobrir 94% dos passageiros vindos das regiões afetadas.

Martin Cetron, diretor da Divisão de Migração Global e Quarentena para o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças, afirmou que esta nova medida vai se somar aos 100% de checagens que está estão sendo feitos nos pontos de partida dos passageiros.

Mas, ele alertou que "não conseguimos baixar o risco para zero" e estas últimas checagens "poderiam não ter flagrado o caso do Texas".

Cetron se refere ao fato de Thomas Duncan só ter apresentado os sintomas do ebola uma semana depois de ter entrado nos Estados Unidos.

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