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Homem chegou ao Brasil procedente da Guiné; primeiro teste, divulgado na sexta, também já havia dado negativo para vírus

O segundo exame para diagnóstico de Ebola do paciente da Guiné internado em isolamento no Rio de Janeiro por suspeita de Ebola também teve resultado negativo e a doença foi definitivamente descartada, informou o Ministério da Saúde nesta segunda-feira.

"A informação é de que o estado geral dele é excelente, está bem... não é ebola, com certeza", afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (13).

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A contraprova confirma o resultado negativo do primeiro exame realizado no Instituto Evandro Chagas, no Pará, para o primeiro caso suspeito no Brasil do vírus letal, cujo surto mais grave já registrado matou mais de 4.000 pessoas até o momento, a maioria em Guiné, Libéria e Serra Leoa, na África Ocidental.

O homem de 47 anos, que chegou ao Brasil em 19 de setembro procedente de Guiné e que declarou-se refugiado político, foi considerado um caso suspeito depois de ter recorrido na quinta-feira passada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel, no Paraná, após apresentar febre.

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Africano da Guiné Souleymane Bah, de 47 anos, suspeito de infecção por ebola
Divulgação/Polícia Federal
Africano da Guiné Souleymane Bah, de 47 anos, suspeito de infecção por ebola

Ele foi transferido na sexta-feira sob um esquema especial para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio, onde permaneceu em isolamento para evitar contaminação mesmo após o primeiro resultado negativo para o doença em exame realizado na sexta-feira.

Com a confirmação do resultado negativo na contraprova, o paciente sairá do isolamento e o sistema de vigilância das 64 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com ele durante período de possível transmissão da doença será desmontado, de acordo com o ministério.

Precaução

Na coletiva, o ministro da Saúde também disse que não deve haver mudanças no monitoramento de pessoas provenientes dos países em que há o surto do ebola. Quem eventualmente manifestar os sintomas ainda no país de origem ou dentro do avião chegará ao Brasil e será questionada. Se não apresentar sintomas de febre, diarreia, vômito ou qualquer sinal de hemorragia, terá a entrada liberada.

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O viajante, no entanto, será orientado a procurar qualquer clínica pública ou privada de saúde para ser avaliado, caso apresente qualquer sintoma. "Com a informação clínica associada à informação epidemiológica, faz-se a hipótese diagnóstica e aplica-se o conjunto de medidas contra o ebola", disse Chioro.

O ministro lembrou que, apesar de a incubação do vírus estar descrita na literatura médica com manifestação até 21 dias depois do contágio, na maioria das vezes a apresentação dos sinais e sintomas se dá até o quinto dia.

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