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Nina Pham fez parte da equipe que cuidou de Thomas Duncan, o liberiano que morreu da doença na última quarta (8)

Cachorro de estimação de Nina Pham também está sendo monitorado. Não se sabe ainda se os cães também contraem ebola
Reprodução
Cachorro de estimação de Nina Pham também está sendo monitorado. Não se sabe ainda se os cães também contraem ebola

Nina Pham, a enfermeira que se infectou com Ebola ao tratar o primeiro paciente diagnosticado com a doença nos Estados Unidos disse nesta terça (14) que se sente bem. "Estou bem e quero agradecer a todos por suas orações", disse ela, em um comunicado emitido pelo hospital.

Nina, de 26 anos, estava entre cerca de 70 membros da equipe do Hospital Presbiteriano, em Dallas, que cuidou de Thomas Eric Duncan, o liberiano que morreu da doença na última quarta (8).

Ela e outros profissionais de saúde usavam equipamento de proteção, incluindo vestidos, luvas, máscaras e protetores faciais – e às vezes trajes de corpo inteiro – ao cuidar de Duncan, mas ela se tornou a primeira pessoa a contrair a doença nos Estados Unidos.

De acordo com um amigo, a enfermeira sabia dos riscos de cuidar do paciente e tentou tranquilizar sua família e garantir que estava em segurança. "Não se preocupe comigo", teria dito à mãe. 

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Nina foi para o hospital na sexta à noite, depois de descobrir que estava com febre. Na tarde desta segunda (13), ela recebeu plasma retirado do sangue de Kent Brantly, o médico do Texas que sobreviveu ao ebola após ter contraído o vírus quando trabalhava como voluntário em um grupo missionário na Libéria. 

Precaução

Desde que Nina foi diagnosticada com ebola, as autoridades de saúde pública intensificaram o monitoramento de outros trabalhadores do hospital que cuidaram de Duncan.

O diretor do Centro para Controle e Prevenção de Doenças, Tom Frieden, disse que uma quebra de protocolo levou à infecção da enfermeira, mas as autoridades não têm certeza do que deu errado. Nina não foi capaz de apontar qualquer violação específica.

Entre as coisas que o CDC irá investigar é a forma como os trabalhadores retiraram o equipamento de proteção, porque removê-lo de forma incorreta pode levar à contaminação. Os investigadores também vão analisar a diálise e a intubação – a inserção de um tubo de respiração em vias aéreas do paciente. Ambos os processos têm o potencial para disseminar o vírus.


* Com agências de notícias

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