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Alguns deles contraíram o vírus na África e voaram para fora do continente, outros foram infectados fora do continente

E epidemia que já matou mais de 4 mil pessoas na África Ocidental parece estar longe de acabar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que surgirão 5 mil novos casos por semana em dezembro deste ano.

A maioria das vítimas foram infectadas e morreram em Guiné, Libéria e Serra Leoa. Alguns, entretanto, contraíram o vírus na África e voaram para fora do continente e outros poucos foram infectados fora do continente. Veja quem são eles:

Amber Vinson:  enfermeira no Texas (EUA), Amber Vinson contraiu ebola ao cuidar de Thomas Eric Duncan, liberiano que morreu com ebola no Texas. Amber tem 29 anos e viajou de avião um dia antes de apresentar os sintomas. Os passageiros serão monitorados para investigação de um possível contágio. Não há informações sobre o estado de saúde dela.

Nina Pham:  também enfermeira no Texas, Nina contraiu ebola do liberiano Thomas Eric Duncan, seu paciente. Com 26 anos, o quadro de saúde dela é estável. Em um comunicado por meio do hospital, a enfermeira informou que se sente bem. Ela recebeu plasma do sangue de Kent Brantly, médico do Texas que sobreviveu ao ebola depois de ter contraído o vírus em um trabalho voluntário na Libéria. 

Thomas Eric Duncan:  liberiano que chegou aos Estados Unidos com o vírus ainda no período de incubação. Ele foi internado e recebeu tratamento, mas morreu dia oito de outubro, no Hospital Presbiteriano de Dallas. Uma falha no atendimento de Duncan pode ter complicado o estado de saúde dele e colocado quem teve contato com ele em risco, já que quando ele apresentou alguns sintomas do ebola e procurou um hospital, foi mandado de volta para casa. Só depois ele foi internado e um exame confirmou a doença.

Teresa Romero:  enfermeira espanhola, foi contaminada depois de cuidar do padre espanhol Miguel Pajero, contagiado com o ebola na Libéria. Teresa pode ter sido contaminada por tocar o próprio rosto com as luvas que havia manipulado Pajero, disse um médico espanhol. A situação de saúde dela é estável, porém grave.

Miguel Pajares:  primeiro europeu infectado pelo ebola, o padre Miguel Pajares, de 75 anos, contraiu o vírus em uma missão na Libéria, oeste africano. Ele recebeu um soro experimental para combater o ebola, mas não resistiu e morreu em 12 de agosto. 

Kent Brantly:  médico americano, contraiu ebola em um trabalho voluntário de combate ao ebola, na Libéria. Ele recebeu um soro experimental chamado Zmapp, e sobreviveu. Doou o plasma para a enfermeira Nina Pham, que contraiu o ebola no Texas. Ele trabalha para uma organização cristã chamada Samaritan's Purse.

Nancy Writebol:  missionária americana de 59 anos contraiu ebola na mesma época que Kent Brantly, na Libéria. Ela também recebeu o soro experimental Zmapp e sobreviveu. Ela também trabalha para a organização cristã Samaritan's Purse.

Médico da ONU:  um médico sudanês que trabalhava para a Organização das Nações Unidas morreu ontem (14) em Leipzig, na Alemanha, depois de ter contraído o vírus na Libéria. Com 56 anos, o nome do paciente não foi revelado.

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