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Novo estudo aponta que mulheres de 30 a 55 anos têm dificuldade para reconhecer os primeiros sintomas e acham que são novas demais para sofrer um ataque cardíaco

Mulheres com menos de 55 anos são mais propensas a ignorar os primeiros sintomas de um ataque cardíaco iminente, como dor e tontura, e demoram para procurar atendimento médico de emergência. É o que aponta um novo estudo da Universidade de Yale.

Essa demora contribui para altas taxas de mortalidade entre mulheres desta faixa etária quando comparadas às de homens da mesma idade. Estatísticas mostram que, abaixo dos 50 anos, ataques cardíacos são duas vezes mais letais para mulheres do que para homens.

Muito jovem

A pesquisa, publicada no final deste mês no periódico especializado “Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes”, contou com entrevistas com mulheres de 30 a 55 anos que foram hospitalizadas por sofrer um infarto agudo do miocárdio – popularmente conhecido como ataque cardíaco. Os pesquisadores analisaram o que acontecia com as mulheres durante o período, desde o aparecimento dos primeiros sintomas até a decisão de procurar ajuda médica.

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O estudo aponta que além de questões externas – como na família ou trabalho –, outro fator que faz as mulheres adiarem a procura por um médico é o fato de elas analisarem de forma imprecisa seus riscos pessoais de ter doenças cardíacas justamente porque não tinham idade avançada na ocasião.

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Na maioria das vezes, as mulheres entrevistadas também não realizavam exames de rotina e preventivos. E, quando procuraram ajuda médica, nem todas receberam um diagnóstico rápido e completo.

Sintomas

“Mulheres mais novas com múltiplos fatores de risco e um forte histórico familiar de doenças cardíacas não deveriam assumir que elas são jovens demais para ter um ataque cardíaco”, disse Judith Lichtman, uma das pesquisadoras pelo estudo.

A pesquisadora acredita que é importante estimular as mulheres para que elas reconheçam os sintomas e procurem ajuda médica rapidamente.

Leslie Curry, pesquisadora sênior do Yale Global Health Leadership Institute e também pesquisadora do projeto, acredita que além de educar as mulheres também é necessário mudar a maneira que profissionais de saúde respondem aos sintomas e estimular o tratamento preventivo para problemas cardíacos.

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