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Substância atua na absorção do cálcio e, em quantidade insatisfatória no organismo, pode acarretar prejuízos para mãe e filho; veja 10 alimentos ricos em vitamina D

A vitamina D é uma substância que tem como principal função ajudar na absorção do cálcio no intestino. “O cálcio é essencial para quase todas as funções do organismo. Quando não tem cálcio no corpo, ele é retirado dos ossos”, explica Bruno Ferraz, endocrinologista do Hospital das Clínicas.

>> Veja, abaixo, 10 alimentos que contém vitamina D:


Leandra Steinmetz, endocrinologista pediátrica do Hospital das Clínicas, afirma: “Na gestação e lactação a necessidade da vitamina D é 25% maior”. Ela ainda conta que grande parte do cálcio oferecido ao bebê na gestação é pela absorção intestinal – local onde a vitamina D tem maior atuação. Além disso, a maior quantidade de vitamina D é importante para manter a estrutura óssea e evitar fraturas na mãe durante a gravidez e no período de amamentação. 

Além das grávidas, os bebês também precisam ter os níveis de vitamina D no organismo dentro do recomendado
Thinkstock/Getty Images
Além das grávidas, os bebês também precisam ter os níveis de vitamina D no organismo dentro do recomendado

Sol sem barreiras

A principal forma de obter a vitamina D é pela exposição ao sol sem nenhuma barreira, seja ela vidro ou o próprio protetor solar – que bloqueia os raios UVB do sol, responsáveis por ativar a sintetização da vitamina D.

Tomar de 10 a 15 minutos de sol sem proteção, entre 10h e 12h, é o recomendado para pessoas brancas para manter níveis adequados de vitamina D no corpo. “Quanto mais escura a pele, maior seria o tempo necessário para produzir a quantidade ideal de vitamina D”, diz Bruno. É bom lembrar, no entanto, que o uso de protetor solar é indispensável para períodos prolongados de exposição ao sol.

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Além das grávidas, os bebês também precisam ter os níveis de vitamina D no organismo dentro do recomendado. Isso porque apresentam um crescimento acelerado nos dois primeiros anos de vida e a demanda óssea fica intensa nesse período. O leite materno, mesmo que a mãe esteja com os níveis da vitamina D em dia, não possui quantidade suficiente da substância.

Diante dessa condição, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda a suplementação de vitamina D para bebês a partir de uma semana de vida, para prevenir o raquitismo – doença que consiste no enfraquecimento dos ossos. A vitamina D também está associada em alguns estudos recentes à prevenção de alergias, asma e diabetes tipo 1 em bebês.

É sempre necessário consultar um médico antes de iniciar a suplementação da vitamina em qualquer fase da vida.

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