Tamanho do texto

Antidepressivos não são terapia para a doença, mas representam uma forma de proteção

A depressão pode ser um sinal de alarme para o desenvolvimento de algumas doenças crônico-degenerativas da terceira idade, entre as quais em particular o Alzheimer.

Tratar a depressão pode também ajudar a diminuir a incidência dessa demência, que apresenta um aumento no número de doentes de cinco milhões de pessoas ao ano no mundo. O assunto foi discutido no congresso "Memory in the deseased brain".

Tratar a depressão pode também ajudar a diminuir a incidência do Alzheimer
Getty Images
Tratar a depressão pode também ajudar a diminuir a incidência do Alzheimer

"A hipótese é que tratar a depressão possa diminuir a incidência de demência e que os antidepressivos não são uma terapia para o Alzheimer, mas representam uma forma de proteção. O tratamento da depressão tem, de fato, um efeito seja tanto na recuperação do 'funcionamento' individual e social do indivíduo como no estímulo sobre a plasticidade cerebral e na criação de novas conexões", explica Marco Andrea Riva, do Departamento de Ciências Farmacológicas e Biomoleculares da Universidade de Milão, na Itália. 

Leia ainda: Estudo lista 5 ‘regras de ouro’ para prevenir demência

"Os novos remédios antidepressivos multimodais têm um mecanismo de ação diferente em relação àqueles tradicionais. O resultado é tanto uma modulação do humor como o melhoramento da memória, atenção e foco", o que favoreceria uyma prevenção ao Alzheimer, completa Marco.

>> MAIS: Veja como prevenir o Alzheimer


Continue lendo:
Escolarização, mesmo se pouca e tardia, atua como antídoto contra Alzheimer
Viver e esquecer é a realidade de 35 milhões de pessoas com Alzheimer no mundo

LEIA MAIS NOTÍCIAS EM SAÚDE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.