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Já em uso para evitar rejeição depois de transplantes de órgãos, medicamento aumentou as defesas do organismo de idosos

Idosos: sistema imune caminha para o colapso
Thinkstock/Getty Images
Idosos: sistema imune caminha para o colapso

Um remédio atualmente em uso nos transplante  de órgãos (rapamicina) pode esconder a chave para uma longevidade com saúde, retardando o envelhecimento fisiológico do sistema imunológico nos idosos.

Uma dose de rapamicina desliga um "interruptor molecular" (conhecido por mTor) e, portanto, rejuvenesce o sistema imune, deixando-o mais forte, por exemplo, contra infecções como a gripe . A descoberta é fruto de um estudo dos núcleos de pesquisa da empresa Novartis de Siena (Itália) e Boston (EUA), junto com a Universidade Standford, na Califórnia (também nos EUA), publicado na revista  Science Translational Medicine. 

O estudo, que tem entre os autores Joan Mannick, Giuseppe Del Giudice e Maria Lattanzi, pode forncer informações importantes para retardar o envelhecimento: não por acaso a rapamicina se demonstrou capaz de alongar a duração da vida de ratos. Em outubro de 2014, em um congresso em Seattle (EUA), pesquisadores anunciaram o início dos experimentos em cães usando a rapamicina para ver se o fármaco também pode alongar a vida desses animais.

Até agora, no entanto, o medicamento não havia sido estudado em seres humanos no âmbito da pesquisa sobre envelhecimento.

O sistema imunológico nos idosos é debilitado e caminha para um declínio inexorável. Não é por acaso que os idosos são mais suscetíveis a infecções e, por exemplo, a vacina contra a gripe tem menos eficácia neles. 

Os especialistas americanos e italianos mostraram que os idosos que receberam uma dose experimental de rapamicina desenvolveram 20% a mais de anticorpos contra a gripe em seguida da vacinação; enquanto que, depois da administração do medicamento, o sistema imune deles pareceu rejuvenescer, apresentando um menor número de células que criam obstáculos para o bom funcionamento das defesas imunológicas. 

Os resultados do estudo também permitem aos centistas vislumbrar a possibilidade de retardar o envelhecimento da defesa imune de idosos apenas "desligando" o mTor.

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