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Envelhecimento e diabetes favorecem surgimento dos problemas oculares. Consultas a partir dos 40 anos auxiliam a prevenção desses males

O Dia

No glaucoma, as dificuldades na visão começam na lateral do olho, tornando mais difícil a percepção do problema pelo paciente
Thinkstock/Getty Images
No glaucoma, as dificuldades na visão começam na lateral do olho, tornando mais difícil a percepção do problema pelo paciente

Com o avanço da idade, milhões de idosos sofrem com problemas de visão como a catarata e o glaucoma. Exames periódicos a partir dos 40 anos, no entanto, possibilitam prevenir as doenças ou reduzir seus danos.

A catarata é a maior causa de cegueira no mundo. Ocorre um problema no cristalino, que é a lente natural do olho, em decorrência do envelhecimento. “É como se houvesse uma fumaça na frente”, explica Marcus Safady, Conselheiro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Geralmente acontece nos dois olhos, mas de maneira assimétrica.

O tratamento é por meio de cirurgia. “Se a pessoa não tiver mais nenhum problema, ela opera e vê tudo de novo”, garante o oftalmologista.

No glaucoma, as dificuldades na visão começam na lateral do olho, tornando mais difícil a percepção do problema pelo paciente. O diagnóstico precoce, nesse caso, é essencial: se descoberto no início, na maioria dos casos é tratado com um colírio. Algumas pessoas, no entanto, precisam recorrer à cirurgia.

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A doença atinge, principalmente, negros e pessoas com histórico familiar. Míopes e diabéticos também fazem parte dos grupos de risco.

Outro problema é a degeneração macular, que atinge a mácula, área central da retina, e afeta principalmente a capacidade de ver detalhes. “Você tem manchas cinzas no meio da visão. É uma doença muito incapacitante”, ressalta Marcus.

A retinopatia diabética, por fim, é uma complicação do diabetes: o nível de açúcar causa lesões nos vasos sanguíneos dos olhos. Em casos mais graves, acontece uma hemorragia, que pode levar à perda de visão. É possível, no entanto, detectar o problema antes dessa fase e tratá-lo. O tratamento pode ser a laser (nos estágios iniciais) ou cirúrgico (depois da hemorragia). O paciente, contudo, não fica curado: é possível apenas deter o avanço da doença.

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