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Difundir informações sobre a condição autoimune ajuda a conscientizar a população e diminuir o preconceito; conheça a história de Giorgia Lanuzza

Giorgia sofre com psoríase desde os 13 anos e, hoje, está orgulhosa e feliz com a própria pele
Reprodução/Daily Mail
Giorgia sofre com psoríase desde os 13 anos e, hoje, está orgulhosa e feliz com a própria pele


A inglesa Giorgia Lanuzza tem  psoríase desde os 13 anos de idade e, por cerca de uma década, enfrentou olhares estranhos de pessoas por causa das marcas que carrega no corpo. A jovem sofreu bastante na escola, com colegas que não entendiam sua condição e fizeram com que ela ficasse com medo até de se olhar no espelho.

Em entrevista ao Daily Mail , em 2015, época em que tinha 24 anos, ela disse que aprendeu a amar sua pele e, com orgulho, mostra o corpo para encorajar outras mulheres a lutar contra a psoríase . "Finalmente eu fiz as pazes com minha pele e percebi que sou linda", afirmou. 

Giorgia declarou ao jornal britânico que sua condição tinha aspecto vermelho e com pontos inchados, e as pessoas a olhavam como se ela fosse "nojenta" e pudesse transmitir, de alguma forma, a doença . Além disso, percebeu que o estresse decorrente de toda a situação fazia o problema piorar e, por isso, decidiu olhar para a própria pele de forma positiva.

Na época, inclusive, a inglesa lançou uma campanha online contra os mitos que cercam a doença. A ideia surgiu após ver que muita gente acredita que a patologia é contagiosa. Entretanto, as manchas são resultado de um problema de defesa do organismo, ou seja, não há como outra pessoa pegá-las através do contato com o portador.

O que é psoríase?

A doença é uma condição genética de pele que causa lesões escamosas, mas que não é transmissível. Inflamatória e autoimune , normalmente surge entre os 20 e 40 anos de idade e sabe-se que situações estressantes pioram muito o problema. No caso de Giorgia, a manifestação ocorreu antes do normal, afetando 97% de seu corpo.

A psoríase é causada por uma instabilidade no sistema de defesa do corpo, que ataca células saudáveis do organismo, sem uma causa específica. “Ela surge em razão de fatores genéticos, ambientais, como estresse, uso de medicações, infecções e traumas, além de alterações no sistema imunológico”, explica Amanda Tedim, dermatologista do Grupo São Cristóvão Saúde.

As lesões mais recorrentes surgem nos cotovelos, joelhos, tronco e couro cabeludo. As articulações e as unhas também podem ser acometidas e, em alguns casos mais raros, - como é o caso da Giorgia -, o corpo todo é afetado. Para chegar ao diagnóstico, o profissional faz um exame clínico e, quando necessário, realiza uma biópsia da pele lesionada.

Apesar de não ter cura , há diversos tratamentos disponíveis, que são indicados após avaliar a gravidade da doença e a conveniência do paciente. As opções envolvem uso de pomadas, loções e, quando no couro cabeludo, xampus com substâncias como corticoide e ácido salicílico. Além disso, é possível optar por fototerapia – exposição à radiação artificial de UVB e UVA – e, inclusive, medicamentos orais e injetáveis.

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Quem não tiver acesso ao procedimento de fototerapia, pode substituir por uma exposição moderada ao sol, ou seja, de 10 a 15 minutos por dia. “Os tratamentos visam controlar a psoríase que, em alguns casos, pode ficar anos sem manifestar”, expõe Marli Manini, dermatologista do Seconci-SP.

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