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300 mil brasileiros infartam a cada ano e 100 mil morrem em decorrência do evento cardiovascular

O Instituto Lado a Lado pela Vida e a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Medicina Intervencionista promoveram hoje (10) uma ação para informar o público sobre as doenças cardiovasculares e estimular as pessoas a se prevenir e adotar hábitos de vida saudáveis. Em uma tenda montada no vão-livre do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), profissionais da saúde aferiram a pressão e mediram a circunferência abdominal de pessoas que passaram pelo local, além de entregar folhetos informativos. A ação faz parte da Campanha Siga seu Coração - Setembro Vermelho 2015.

A cada cinco minutos, uma pessoa morre de infarto no Brasil
Getty Images
A cada cinco minutos, uma pessoa morre de infarto no Brasil

Segundo o médico da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Medicina Intervencionista e coordenador da Campanha Coração Alerta, Marcelo Cantarelli, por ano, são registrados no Brasil, em média, 300 mil infartos, com 100 mil mortes. A cada cinco minutos, uma pessoa morre de infarto no país.

“Em média, a mortalidade do infarto no Brasil está em 17%. Essa mortalidade é alta e para baixar esse número é preciso informar a população e nos cuidarmos. Reverter essa estatística ruim começa com cada um em casa, se preocupando com sua saúde”, disse Cantarelli.

De acordo com o médico, em caso de infarto, o tratamento indicado é desentupir a artéria do coração, o que, para ter resultado mais efetivo, deve ser feito em até três horas a partir do momento em que o paciente percebe a dor no peito. Entretanto, só 3% da população sabem identificar os sintomas, entre os quais dor intensa com pressão e/ou queimação que pode começar na região do estômago, indo para o lado esquerdo, ou subir para a área do pescoço e da mandíbula. A dor pode ter início nas costas.

Além disso, orienta Cantarelli, é importante observar sintomas como suor frio inexplicável, mal-estar, falta de ar e desmaio. Em mulheres, idosos, pessoas que já operaram o coração ou que tenham diabetes, a dor é mais fraca, o que leva o paciente a procurar o atendimento mais tarde.

Os principais fatores de risco são a herança genética, hipertensão arterial, estresse, obesidade, tabagismo, diabetes e colesterol alto.

“Basta ter um desses fatores para estar no grupo de risco. Então, é preciso procurar um médico para identificar se a pessoa tem um desses fatores e começar a fazer a prevenção. Uma coisa puxa a outra. O tabagismo funciona como um gatilho para o infarto e independe dos outros. Essa ainda é a principal causa de infarto no Brasil”, alertou o médico.

De acordo com a diretora institucional do Instituto Lado a Lado, Lilian Leandro, o Setembro Vermelho está no segundo ano e o objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a importância da mudança de hábitos como aliada no combate às doenças cardiovasculares. O mês foi escolhido porque 29 de setembro é o Dia Mundial do Coração.

“A consciência quanto à necessidade de prevenir já evoluiu muito, mas ainda é preciso avançar, principalmente nas cidades mais afastadas das capitais. A informação precisa chegar com qualidade porque isso tem impacto fundamental”, disse Lilian.

A atriz Eleonora Prado, de 53 anos, participou da ação de hoje no vão-livre do Masp. Ela contou que costuma acompanhar sua saúde, por isso quis verificar a pressão. “Eu sou preocupada com minha saúde, mas, em geral, as pessoas não ligam muito e comem muita porcaria.”

O fotógrafo Armando Onofre, de 49 anos, toma remédios para controlar a pressão e faz exames de dois em dois anos, além de caminhadas diárias.

“Mesmo assim, é bom ver como está, porque minha família tem tendência à pressão alta. As caminhadas também me ajudaram bastante. Sem dúvida, isso aumentou minha qualidade e vida”.

O casal Francisco Pereira Miranda e Helena Maria Barros Miranda, ambos de 73 anos, mora em Fortaleza, onde tem o hábito de fazer caminhadas à beira-mar. Os dois aproveitaram a visita a São Paulo para verificar a pressão arterial.

“Todos os dias, andamos 6 quilômetros, há 30 anos. Não tomamos tanto remédio como muitos idosos que conhecemos. Eu tomo apenas para pressão e ela não toma nenhum”, contou Francisco.

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