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Em recuperação do transplante multivisceral, Sofia permaneceu por um mês na UTI por causa de uma infecção pelo citomegalovírus, da família do herpes

A bebê Sofia Gonçalves de Lacerda, com um ano e oito meses, morreu nesta segunda-feira (14) depois de um mês internada na UTI na Flórida, nos Estados Unidos. A menina nasceu com a Síndrome de Berdon, condição rara que afeta todo o sistema digestivo. Para que pudesse sobreviver foi necessário um transplante multivisceral de estômago, fígado, pâncreas, intestino grosso, intestino delgado e um rim. Não havia condições para que o transplante de seis órgãos fosse realizado no Brasil.

Depois de uma luta na justiça, a bebê foi transferida para os Estados Unidos e a cirurgia foi feita com sucesso em abril deste ano, na Flórida. Não houve rejeição e Sofia estava se recuperando dentro do esperado. O que causou problemas sérios à garota e que culminou na sua morte foi uma infecção pelo citomegalovírus, que Sofia contraiu no hospital. O vírus causou uma infecção resistente no pulmão.

O citomegalovírus faz parte da família do herpesvírus, que engloba catapora, herpes simples, genital e zoster.  

Os órgãos transplantados estavam em perfeito estado e não havia rejeição pelo sistema imunológico, mas o citomegalovirus provocou uma infecção de difícil tratamento nos pulmões - que até então estava saudável - e a consequência final foi uma parada cardíaca, que tirou a vida de Sofia.

Uma postagem na página “Ajude a Sofia” no Facebook confirma a morte da bebê. Até o momento não foi divulgado se o corpo será velado nos Estados Unidos ou no Brasil.

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