Tamanho do texto

Fiocruz confirma ligação entre vírus em grávidas e anomalia em bebês na Paraíba

Apesar de não haver oficialmente aumento nos casos de microcefalia  — são cerca de 20 registros por ano, segundo a Secretaria de Estado de Saúde —, o Rio de Janeiro deve receber maior atenção das autoridades de saúde para evitar um surto da anomalia em recém-nascidos, como ocorre no Nordeste. O estado é um dos 14 do país que confirmaram este ano casos de infecção pelo Zika Vírus , considerado o principal suspeito de causar a anomalia em bebês.

- Leia também:  Orientações às gestantes sobre os casos de microcefalia na região Nordeste

Parece piada, mas é sério: conheça o Zika Vírus

Pesquisadores do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriram a presença do genoma do vírus Zika em amostras de duas gestantes da Paraíba, com fetos diagnosticados com microcefalia por meio de exames de ultrassonografia. O vírus — transmitido pelo mosquito da dengue, o Aedes aegypti —estava no líquido amniótico, que envolve o feto durante a gestação.

Diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório de Flavivírus da Fiocruz
Divulgação
Diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório de Flavivírus da Fiocruz


Para Cláudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, a evidência ‘quase’ fecha a correlação entre as doenças. “Estamos sendo bastantes cautelosos, mas não se encontrou nenhuma outra causa até o momento. Tivemos uma circulação importante do vírus no Brasil no primeiro semestre, coisa que aconteceu pela primeira vez na nossa história”, afirmou.

Além do boletim epidemiológico, que revela a ocorrência de 399 casos este ano em sete estadosdo Nordeste, o ministério enviou às secretarias estaduais de saúde orientações sobre notificação, vigilância e assistência às gestantes e aos bebês acometidos pela microcefalia.

No Rio, a secretaria prepara mudanças no protocolo de notificação. Casos de microcefalia e aqueles em que gestantes apresentarem manchas vermelhas no corpo — o principal sintoma do Zika Vírus — passam a ser de notificação compulsória. “É uma situação preocupante que pede que se identifique precocemente a doença para se fazer um diagnóstico o mais rápido possível”, explica Alexandre Chieppe, subsecretário de Vigilância em Saúde do estado.

Proteção para as grávidas

Alexandre Chieppe diz que é preciso implementar ações de vigilância para enfrentar o problema. Além de campanhas para advertir a população e diminuir ao máximo o número de focos do mosquito transmissor, ele reforça a importância da proteção individual de gestantes, com o uso de repelentes, de roupas que previnam o contato com o mosquito e de evitar exposição durante a manhã e final da tarde, períodos em que o Aedes aegypti costuma atacar as vítimas.

Fonte:  O Dia

    Leia tudo sobre: gravidez
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.