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Pesquisadores analisaram cérebro de estudantes enquanto recebiam estímulos de imagens relacionadas ao Facebook; respostas cerebrais foram similares às da cocaína

De acordo com uma pesquisa publicada no periódico Psychological Reports: Disability and Trauma, navegar no Facebook pode ter um efeito siminar ao vício na cocaína. No entanto, deixar o Facebook é mais fácil do que parar de usar a droga.

Para a pesquisa, 20 estudantes responderam a um teste que identificava sintomas do vício no Facebook, como a ansiedade, por exemplo.

Quem responde sim para ao menos quatro das seis questões pode estar viciado no Facebook, diz pesquisa
Getty Images
Quem responde sim para ao menos quatro das seis questões pode estar viciado no Facebook, diz pesquisa

A partir disso, os jovens foram expostos a uma série de imagens e receberam uma ordem de pressionar ou não um botão enquanto tinham a atividade do cérebro monitorada. As imagens eram relacionadas ao Facebook ou a sinais de trânsito.

Aqueles que pressionaram o botão em resposta a imagens relacionadas ao Facebook foram os mesmos que tiveram uma pontuação alta no teste que identificava sintomas de vício. 

Com isso, o estudo mostrou que vícios relacionados à tecnologia dividem algumas características neurais com o vício em drogas e jogos de azar. 

As imagens do cérebro mostraram que imagens relacionadas ao Facebook ativaram a amígdala (no cérebro) e o nervo estriado, regiões do cérebro envolvidas com o comportamento compulsivo. Esse tipo de comportamento cerebral foi similar com aquele de pessoas viciadas em cocaína. 

Pesquisadores de uma universidade norueguesa desenvolveram um teste que identifica o nível de vício no Facebook, com questões do tipo "Você usa o Facebook para esquecer de problemas pessoais?".

Quem responde sim a pelo menos quatro das seis perguntas pode ser viciado no Facebook.

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