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Charlotte passou dois meses no hospital e 17 dias em coma induzido enquanto médicos lutavam para salvar sua vida por causa de infecção generalizada provocada pela meningite

Charlotte Hannibal, estudante britânica de 19 anos teve as duas pernas e cinco dos seus dedos amputados depois de confundir meningite com uma gripe comum. Depois de uma festa no primeiro ano de faculdade, percebeu estar com dor de garganta e outros sintomas parecidos com gripe, e não se importou. A doença, porém, era meningite do tipo W e quando a garota chegou ao hospital já estava em estágio grave e foi diagnosticada com infecção generalizada. 

Charlotte teve as duas pernas e cinco dedos da mão amputados
Reprodução/Daily Mail
Charlotte teve as duas pernas e cinco dedos da mão amputados

A estudante precisou ficar internada por dois meses, até que os médicos decidiram amputar as duas pernas abaixo dos joelhos e também os cinco dedos da mão direita, em uma tentativa desesperada para salvar sua vida.

Um ano depois dessa mudança drástica de vida, Charlotte está otimista a respeito da vida, diz que não está chateada por causa da dupla amputação e que conseguiu "enganar" a morte. 

"Eu me sinto incrivelmente sortuda. Eu ainda estou viva, embora eu tenha perdido metade das minhas pernas e dedos, mas algumas pessoas perdem mais", disse ela ao jornal DailyMail. 

Ela tem de passar por várias sessões de reabilitação toda semana, mas consegue andar de bicicleta, comer com apenas uma mão e até mesmo fazer as unhas com as próteses que colocou na perna. 

"Eu sempre fui uma pessoa normal e saudável, eu não podia acreditar quanto a minha vida mudaria em um ano", conta. "Eu estava saindo com amigos ao menos uma vez por semana antes de começar a faculdade e estava aproveitando a vida, então nunca imaginaria que uma coisa desse tipo poderia acontecer comigo". 

"Quando eu pensei que eu tinha pegado uma gripe, sentia meus pés e mãos frios e comecei a vomitar. Eu não sabia disso, mas meus rins também começaram a falhar". 

Dentro de pouco tempo Charlote começou a se sentir tão mal que chamou o pai para buscá-la. Ela foi levada diretamente para a UTI, o que pode ter salvado a sua vida. 

Hoje Charlotte precisa fazer reabilitação semanalmente
Reprodução/Daily Mail
Hoje Charlotte precisa fazer reabilitação semanalmente

Charlotte ficou 17 dias em coma induzido enquanto os médicos lutavam para salvar a sua vida, já que seus órgãos estavam parando de funcionar. 

Nos dois meses seguintes, a menina lutou contra a infecção generalizada, mas os médicos disseram que era necessário tomar a difícil decisão de amputar as pernas e os dedos. 

"Quando acordei do coma eu estava tão assustada que não conseguia entender onde estava, e meu corpo estava completamente paralisado. Eu só conseguia mexer os olhos e a boca", disse. Ela conta que teve perda de memória quando acordou e tudo que consegue lembrar é ter tido uma dor de garganta que não parecia ter importância. 

Atualmente ela faz campanhas para alertar outros estudantes para se vacinarem, já que os casos de meningite tipo W aumentaram desde 2009.

Entenda a doença

A meningite é uma doença transmitida por vários tipos de meningogocos e com altas taxas de morte. Lugares com aglomeração de pessoas, principalmente entre jovens, são locais de contágio da doença transmitida por secreção respiratória. A saliva, tosse ou espirro são meios de contágio. Atualmente há vacina contra essa doença e é considerada a melhor forma de prevenção.

A britânica reaprendeu a andar de bicicleta usando próteses nas pernas
Reprodução/Daily Mail
A britânica reaprendeu a andar de bicicleta usando próteses nas pernas

Enquanto um exame para a detecção exata da doença não sai, é de praxe fazer o tratamento contra a meningite seguindo apenas com os sintomas clínicos da doença, dada a alta taxa de mortalidade e a chance de agravamento da doença.

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