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Crises podem assustar e a falta de informação é um problema e faz com que pacientes com epilepsia sofram discriminação

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, no mundo são 50 milhões de pessoas com epilepsia. No Brasil, já são 3 milhões de casos e surgem 200 mil novos por ano. E neste sábado (26) é celebrado o Purple Day, Dia Mundial de Conscientização sobre a doença. 

Logo oficial do 'Purple Day'
Divulgação
Logo oficial do 'Purple Day'

A epilepsia é uma doença neurológica, que pode atingir todas as idades, caracterizada por descargas elétricas anormais excessivas no cérebro que são recorrentes e geram as crises, que podem se manifestar com alterações da consciência ou eventos motores, sensitivos/sensoriais, autonômicos (por exemplo: suor excessivo, queda de pressão) ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por outra pessoa.

As crises e falta de informação ainda faz com a doença seja rodeada de preconceitos. "Na maioria dos casos, os pacientes estão aptos ao estudo e trabalho, desde que não executem atividades que os exponham a risco. É uma doença controlada em 70% dos casos quando dignosticada e tratada corretamente", afirma Laura Guilhoto, presidente da Associação Brasileira de Epilepsia. 

Leia mais: 'Na epilepsia, pior que a doença é o preconceito', afirma neurologista

Mitos e verdades

Ainda existem diversas dúvidas sobre a epilepsia. Diante disso, Dra. Adélia Henriques Souza, neurologista infantil e presidente da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE) esclarece alguns mitos e verdades:

- epilepsia é uma doença neurológica e não é contagiosa. Também não é uma doença mental

- nem toda convulsão é epilepsia. Para considerar que uma pessoa tem epilepsia, ela deverá ter repetição de suas crises epilépticas

Estresse pode desencadear uma crise
Getty Images
Estresse pode desencadear uma crise


- paciente com epilepsia pode dirigir se ele estiver usando medicação e há um ano sem crise epiléptica – dado que deve ser apresentado através de um laudo médico. Caso o paciente esteja em retirada da medicação antiepiléptica, ele poderá dirigir se estiver há no mínimo dois anos sem crises epilépticas e ficar por mais seis meses sem medicação e sem crise

- o paciente pode ficar consciente durante a crise. E crise pode ter diferentes caracteríscias: ser rápidas ou prolongadas; com ou sem alteração da consciência; com fenômeno motor, sensitivo ou sensorial; únicas ou em salvas; exclusivamente em vigília ou durante o sono.

- o estresse pode desencadear uma crise

O que fazer para ajudar durante uma crise?

As crises podem acontecer em qualquer ambiente e os sinais característicos são movimentos descontrolados do corpo. 

As organizações e médicos alertam também que nem todas as crises têm as mesmas características - a pessoa pode se manter consciente ou não e ter ou não complicações - mas existem algumas dicas do que fazer se alguém tiver uma crise perto de você. Entretanto, se a crise durar mais de 5 minutos, chame atendimento médico de urgência. 

1. Mantenha a calma. Transparecer o estresse pode deixar a pessoa mais nervosa e potencializar os sintomas

2. Acomode e posicione a cabeça da pessoa de lado

3. Afaste-o de objetos cortantes ou pontiagudos, como tesouras, canetas ou facas 

4. Não coloque nada na boca da pessoa

5. Não segure a pessoa

6. Não dê água ou remédios durante a crise

7. Aguarde a pessoa se reestabelecer e ofereça ajuda

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