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Técnica passou a ser oferecida gratuitamente em alguns hospitais na Inglaterra; uma única sessão é equivalente a seis semanas de radioterapia

Tratamento só será oferecido para mulheres com câncer de mama no estágio inicial e realizaram a lumpectomia
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Tratamento só será oferecido para mulheres com câncer de mama no estágio inicial e realizaram a lumpectomia

Na última semana, um novo procedimento passou a ser oferecido por alguns centros hospitalares do sistema público de saúde do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês) a mulheres que tiveram câncer de mama e passaram por cirurgias para retirar o nódulo. A técnica está sendo vista como a nova alternativa à radioterapia, já que 30 minutos da uma única sessão do tratamento pode substituir até seis semanas de radioterapia .

Até então, esse tratamento estava disponível em hospitais particulares, e o custo era bastante alto, restringindo o número de mulheres com câncer de mama que poderiam se beneficiar da técnica.

O Instituto Nacional de Saúde e Excelência de Cuidados britânico forneceu as máquinas que realizam o procedimento para uso em seis hospitais: Royal Free, Whittington e Guy's em Londres, além de outros centros nas cidades de Winchester, Swindon e Harlow.

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Única sessão

Conhecido pela sigla em inglês IORT (Radio Therapy Intra-Operative, ou Radioterapia intraoperatória, em português) o procedimento se trata da administração de uma única dose direcionada de radioterapia no local onde o tumor estava, imediatamente após a operação de remoção do nódulo, enquanto o paciente ainda está sedado.

Com a sessão única, a técnica poupa mulheres do inconveniente de mais de um mês de visitas hospitalares diárias e também de estarem expostas a um risco de complicações causadas pela radioterapia tradicional – recomendada por seis semanas, geralmente, a mulheres que se submeteram a cirurgia.

Na radioterapia , os feixes externos de luz são direcionados para o peito e, embora a técnica seja eficaz, pode danificar o tecido próximo e os órgãos vitais, como o coração e os pulmões.

Porém, sua eficácia é comprovada apenas para pacientes que tiveram pequenos tumores e realizaram a lumpectomia, cirurgia que pode retirar o câncer em estágio inicial e não exige a retirada da mama.

Ensaios clínicos da Universidade de Londres mostraram que o método é extremamente eficaz para as mulheres com tumores nos estágios 1 e 2 – o menor tipo operável. Além disso, as análises apontaram que o número de pacientes que tiveram câncer de mama e morreram por outras causas que podem estar relacionadas à radioterapia também diminuiu.

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