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O problema, que possui um nome incomum, atinge pessoas sedentárias; veja

A síndrome da bunda morta, ou seja, a diminuição de força do glúteo médio, acontece pela falta de exercício na região
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A síndrome da bunda morta, ou seja, a diminuição de força do glúteo médio, acontece pela falta de exercício na região

O seu bumbum está morto? A pergunta pode parecer estranha, mas, na verdade, reflete um problema comum entre pessoas que passam muito tempo sentadas e não praticam exercícios físicos, chamado pela população de síndrome da bunda morta .

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Diretamente relacionado ao sedentarismo, o problema ocorre no glúteo médio , responsável pela abdução e extensão do quadril e também pela rotação interna do fêmur. Isso significa que, sem o fortalecimento do músculo, ele começa a perder força e parar de funcionar corretamente, causando dores e, com isso, a síndrome .

Segundo o Dr. Pablis Braga, médico do esporte do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, os glúteos têm como função auxiliar na estabilidade da posição em pé e, com a perda dessa firmeza, outras regiões do corpo passam a ser afetadas. “Com os glúteos mais fracos, outros músculos do quadril e da coluna terão que fazer este papel. E, com certeza, não conseguirão com tanta eficiência”, explica.

Sintomas

O médico Nemi Sabeh Junior, coordenador do Centro de Medicina Esportiva do Hospital Samaritano Higienópolis, explica que o principal sintoma do defeito mecânico do glúteo médio é a dor no joelho e, algumas vezes, na virilha. “Ela está relacionada à dificuldade de movimento do quadril, como ao entrar e sair do carro, sentar-se, levantar-se e subir escadas, por exemplo”, explica.

Além desses pontos, pode ocorrer também formigamento, mesmo quando a pessoa estiver em repouso.  Outro sinal associado ao problema é a existência de dores lombares. “Uma das situações mais comuns é a falta de força ao se levantar, dor durante grandes esforços e a sensação da perda de força ou câimbras”, completa o Dr. Pablius.

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Como detectar e tratar

Quando as dores começam, chega a hora de ir ao médico. Para evidenciar o problema, usa-se o dinamômetro, aparelho que mede a força do músculo em movimento. É possível, ainda, realizar o exame de eletroneuromiografia, que analisa a função dos nervos e dos músculos.

Já o teste de Tredelemburg também funciona para chegar ao diagnóstico. Nesse caso, o paciente deve permanecer de pé. O especialista analisa a queda do quadril para um dos lados, quando o corpo é apoiado em uma das pernas.

Depois do resultado positivo, uma das etapas do tratamento envolve a mobilização neural, que é um conjunto de técnicas aplicadas para restaurar a elasticidade e o movimento do tecido do corpo e, dessa forma, fazer com que volte a funcionar normalmente. Após essa etapa, os exercícios de resistência no glúteo devem ser retomados.

Prevenção

Para quem não gosta de ir à academia, é possível realizar exercícios e tonificar o bumbum sem sair de casa
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Para quem não gosta de ir à academia, é possível realizar exercícios e tonificar o bumbum sem sair de casa


Para prevenir o problema, os especialistas recomendam praticar atividades físicas, com atenção especial aos glúteos na hora do treino. “A intensidade e a força aplicadas serão favoráveis ao desenvolvimento da estabilidade e da mobilidade do músculo, prevenindo as lesões mecânicas e contribuindo também para a melhoria estética”, expõe o Dr. Nemi Sabeh Junior. 

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Já para quem não tem tempo de ir à academia e trabalha por longas horas na mesma posição, há algumas opções disponíveis para trabalhar o bumbum e minimizar as chances de desenvolver a síndrome: ficar em pé por alguns minutos e “endurecer” os glúteos quando estiver sentado. Além disso, ao chegar em casa, reserve alguns minutos e faça exercícios de alongamento por todo o  corpo.

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