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Aprovado desde 2010, consumo de maconha medicinal no estado norte-americano será liberado para diversas formas de dores crônicas; veja

Em Nova Jersey, maconha poderá ser receitada para pessoas com problemas neurológicos
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Em Nova Jersey, maconha poderá ser receitada para pessoas com problemas neurológicos

Pessoas que sofrem com dor de cabeça, ansiedade, diversas formas de dor crônica e do transtorno neurológico da síndrome de Tourette poderão contar com um tipo de tratamento a base de maconha no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

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Nesta terça-feira (27), o programa de maconha medicinal, que já funcionava na região desde 2010, foi ampliado. O governador de Nova Jersey. Phil Murphy, que assumiu o cargo no início de 2018, se colocou favorável à legalização da droga para fins recreativos.

Além disso, Murphy estendeu a iniciativa para que os pacientes que estão sob tratamento paguem menos para registrar-se no programa, tenham mais lugares onde comprar a droga e diminuir a burocracia.

Evolução

Durante a administração do democrata Jon Corzine, há oito anos, aprovou o uso de maconha para fins medicinais para pacientes com câncer, Aids, epilepsia, doença de Crohn, glaucoma e esclerose múltipla.

Em 2012, o Departamento de Saúde de Nova Jersey liberou - apesar da reprovação do governador republicano Chris Christie - a criação do primeiro centro privado de tratamento para pessoas que fazem o uso da maconha. E, em 2013, crianças passaram a usar em casos de condições graves. Três anos depois, o transtorno de estresse pós-traumático também foi incluído à lista de condições onde a substância é recomendada.

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"Os pacientes devem ser tratados como pacientes, não como criminosos. Seremos guiados pela ciência", disse Murphy em entrevista coletiva de hoje, na qual também assegurou que não falhará com os pacientes que não receberam o cuidado compassivo que lhes foi prometido há uma década.

Segundo o atual governador, Chris Christie estigmatizou o programa ao dificultar que os pacientes se registrassem e que os cultivadores da erva pudessem operar no estado.

Situação no Brasil

Por aqui, o uso de maconha medicinal ainda é uma questão delicada. No início de 2017, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, pela primeira vez, o registro de um medicamento à base de maconha no País . O Mevatyl é indicado para o tratamento de espasticidade – alteração no tônus muscular – relacionada à esclerose múltipla.

À base de Cannabis Sativa, uma espécie de maconha, o medicamento já tinha registro em outros 28 países, como Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel. Segundo a Anvisa , ele é destinado a “pacientes adultos não responsivos a outros medicamentos antiespásticos e que demonstram melhoria clinicamente significativa dos sintomas relacionados à espasticidade durante um período inicial de tratamento com o Mevatyl”.

Estudos clínicos apontam que a ocorrência de dependência com o seu uso é improvável. O remédio, ainda assim, será comercializado com tarja preta, sendo necessário apresentar a prescrição médica para realizar a compra.

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