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Cientistas devem testar a substância em 20 pacientes com lesões na medula espinhal, após obterem sucesso em experimentos com animais; entenda

Pacientes com lesões na medula espinhal serão testados com droga capaz de recuperar os movimentos
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Pacientes com lesões na medula espinhal serão testados com droga capaz de recuperar os movimentos

Pacientes que tiverem lesões na medula poderão ter uma chance de recuperar os movimentos, caso os testes dos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) obtenham sucesso.

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Após proporcionar a regeneração de nervos danificados em estudos feitos anteriormente com animais, a polilaminina começa a ser testada em humanos com paralisia no primeiro ensaio clínico feito em pacientes de dois hospitais do Rio de Janeiro.

A ideia é observar se o mesmo efeito visto em animais pode ser aplicado a humanos, reduzindo sequelas ou até mesmo evitando a paralisia provocadas por traumas na medula , proporcionando uma melhora motora significativa.

Com os ratos, quanto menos grave o trauma, maior era a recuperação, que chegava a ser total em casos de compressão da medula, por exemplo. Além do uso da droga, o paciente também deve contar com acompanhamento de neurologistas e fisioterapêutas.

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Como vão funcionar os testes

O resultado depende também da rapidez com que a substância é administrada nos pacientes. Quanto menos tempo tenha se passado desde o trauma, maiores são as chances de recuperação. Por isso, o prazo máximo para a injeção do medicamento é de três dias.

Outros requisitos também são fundamentais para a garantia da eficácia. O paciente não pode ser politraumatizado, ou seja, ter vários ferimentos, apenas na medula; é preciso que a pessoa tenha entre 18 e 60 anos; não tenha nenhuma doença neurológica; tenha sofrido lesão entre a quinta vértebra cervical e a última vértebra torácica; e o trauma deve ser completo, o que significa que não pode haver mobilidade e nenhuma sensibilidade abaixo do local do dano da medula.

Serão 20 pacientes que derem entrada nos hospitais Sousa Aguiar, no Centro do Rio, e Azevedo Lima, em Niterói. Todos devem se encaixar nos critérios estabelecidos.

Contudo, mesmo que haja resultado positivo, ainda levará um tempo para a substância ser usada para esse fim.Os 20 pacientes deverão ser acompanhados por um ano e outras duas fases de testes ainda devem acontecer.

Além disso, após as análises de possíveis efeitos colaterais e reações indesejadas, ainda haverá a aprovação da vigilância sanitária e será necessário investimentos para a fabricação da polilaminina .

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