Tamanho do texto

Segundo a entidade, diante da atual situação, a meta para diminuir as mortes causadas pela enfermidade em 40% até 2020 fica inatingível; saiba mais

O Continente Africano representa, sozinho, 90% dos casos de malária em todo o mundo, diz OMS
shutterstock
O Continente Africano representa, sozinho, 90% dos casos de malária em todo o mundo, diz OMS

Depois de um período sem notícias de casos de malária, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta sobre a pausa no progresso do controle da enfermidade. O aviso acontece justamente nesta quarta-feira (25), quando é lembrado o Dia Mundial da Malária.

Leia também: Achado promete acelerar produção de substância presente em drogas contra malária

Segundo a entidade, em 2016, foi contabilizado um aumento de 5 milhões de casos de malária em relação ao ano anterior. Na prática, isso significa 216 milhões notificações da doença em 91 países. Os dados das mortes pela enfermidade, porém, foram similares: com 445 mil no mesmo ano, pouco abaixo do registrado em 2015, que teve 446 mil mortes.

“O ritmo atual é insuficiente para atingir os marcos definidos para 2020 por meio do documento Estratégia Técnica Global da OMS para a Malária 2016–2030 – sobretudo no que diz respeito a metas como a redução de 40% na incidência de casos e mortes pela doença”, informou a entidade em nota.

O comunicado também lembrou as sete décadas de combate a uma das doenças mais antigas da humanidade e lembrou que o Continente Africano, sozinho, responde por 90% do total de casos e 91% das mortes por malária.

“Os países onde há transmissão de malária estão se posicionando cada vez mais em um de dois grupos: aqueles que estão se encaminhando rumo à eliminação da doença e aqueles com alta carga da malária e que reportam aumento significativo de casos”.

Com o tema Prontos para combater a Malária, a campanha este ano pretende reforçar a energia coletiva e o compromisso por parte da comunidade global em unir esforços em prol de um mundo livre da doença.

“Sem uma ação urgente, a maioria dos ganhos na luta contra a malária está sob ameaça. Neste Dia Mundial da Malária, a OMS continua a cobrar maiores investimentos e cobertura ampliada de ferramentas que previnam, diagnostiquem e tratem a malária”, concluiu.

Leia também: OMS quer continuar diminuindo casos de malária no mundo

O que é malária?

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se o quadro for tratado em tempo oportuno e de forma adequada, podendo evoluir para forma grave e para óbito.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça ou no corpo, náuseas, calafrios e muito suor. O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, como gravidez; e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença.

Situação no Brasil

A maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima e do Tocantins.

Para quem esteve em áreas onde há circulação de malária nos últimos seis meses, a orientação é contar o fato a um profissional de saúde. “E, antes de ir para uma área que tem malária, procure orientação sobre prevenção”, informou o ministério.

Leia também: Cientistas buscam ferramentas para bloquear a infecção da malária

* Com informações da Agência Brasil

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.