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Depois de experimentos bem-sucedidos com macacos, pesquisadores afirmam que vão começar a testar o imunizante em humanos; entenda

Pesquisa é animadora para os cientistas, que estão tentando desenvolver uma vacina contra herpes genital
shutterstock/Reprodução
Pesquisa é animadora para os cientistas, que estão tentando desenvolver uma vacina contra herpes genital

A ciência está avançando em relação à busca por uma vacina que proteja contra herpes. De acordo com estudos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Estadual da Louisiana, nos Estados Unidos, o objetivo é que, em cinco anos, o imunizante que está sendo aprimorado atualmente deverá estar disponível para uso.

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Depois de terem administrado vacinas em macacos e acompanhado o resultado positivo para a proteção do vírus que causa  herpes , os pesquisadores acreditam que agora estejam prontos para testar o antivírus em humanos.

A vacina tem como alvo o herpes genital - uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum e de alta prevalência - mas também pode funcionar contra herpes labial, que é causada por uma cepa - ou seja, uma espécie - ligeiramente diferente.

Para um dos líderes do estudo, o avanço no desenvolvimento de um antivírus como esse tem um "tremendo potencial" para combater o herpes, que atualmente é incurável e estima-se que atinja um em cada seis adultos em todo o mundo.

Como o estudo está sendo feito

O projeto envolve injetar no corpo uma cepa viva e enfraquecida do vírus herpes simplex para construir imunidade.

Segundo a pesquisa, publicada na revista Vaccine , dentro do corpo, o vírus enfraquecido não consegue se fixar nos nervos e o organismo aprende a combatê-lo, protegendo-o contra sua versão real e mais contagiosa.

Os testes já realizados em animais apontam que nenhuma das cobaias no teste desenvolveu sintomas após receber a vacina e depois foi exposta a uma cepa agressiva de herpes. Já os animais que não receberam a proteção tiveram consequências "severos".

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A nova vacina também foi capaz de interromper os surtos das cobaias que estavam infectadas antes e "apresentou bom desempenho" em macacos, segundo o New Scientist .

Para Konstantin Kousoulas, pesquisador da Universidade Estadual da Louisiana o imunizante tem um “tremendo potencial como vacina preventiva e terapêutica", conforme afirmou ao New Scientist .

Ele disse que sua equipe espera iniciar testes em humanos dentro de um ano, e acrescentou que a vacina pode estar disponível dentro de cinco anos se for bem sucedida.

Herpes simplex

Conhecido como Herpes simplex, o vírus da herpes genital é disseminado, principalmente, pelo contato físico, por via sexual, sem proteção. Ele pode ser de dois tipos: o 1, que se espalha da boca aos genitais durante o sexo oral, ou o 2, que é mais comum na vagina.

Apesar de a transmissão do vírus ser mais comum quando há contato com a pele infectada, com lesões visíveis como bolhas dolorosas e feridas nos genitais, uma pessoa também pode transmitir a doença mesmo quando estiver assintomática, por contato com saliva ou fluidos da vagina.

Quando alguém é infectado, o vírus fica dormente em seus nervos e pode causar surtos regulares. Por enquanto, não há uma cura para a condição. O tratamento ajuda a evitar a recorrência dos surtos, impedir complicações mais graves pelo resto do corpo e bloquear a transmissão.

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