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Terapia funcionará por meio de uma injeção que o próprio paciente poderá aplicar; medicamento estará disponível na próxima semana nos EUA

A enxaqueca afeta 10% da população mundial, segundo a FDA
Thinkstock/Getty Images
A enxaqueca afeta 10% da população mundial, segundo a FDA

Os Estados Unidos aprovaram a primeira terapia de prevenção para enxaqueca. A licença foi dada nesta sexta-feira (18) pela Food and Drug Administration (FDA), que é a agência regulatória americana, assim como a Anvisa para o Brasil.

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O novo tratamento de  exaqueca baseia-se em uma injeção mensal, que pode ser combinada com outras terapias existentes. O medicamento é o Aimovig, fabricado pela Amgen, empresa americana com sede na Califórnia.

Até então, as drogas para tratar a enxaqueca não eram feita exclusivamentes para este fim. Muitas vezes os pacientes tomam medicamentos para pressão, antidepressivos e até anticonvulsivantes para tentar aliviar as crises que, em pessoas com a doença crônica, pode passar de 15 episódios mensais.

A FDA informa que a injeção poderá ser administrada pelo próprio paciente, o que facilita o uso sem encaminhamento para um serviço de saúde. O preço aprovado é de US$ 6.900 por ano, o que equivale a cerca de R$ 25,5 mil, e os pacientes poderão ter acesso ao medicamento em uma semana - ainda não há previsão para licença no Brasil.

A condição afeta 10% da população mundial, segundo a FDA. Além disso, a doença é também três vezes mais comum em mulheres que em homens.

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Como funciona

A droga é capaz de bloquear um fragmento de proteína, CGRP, que causa e enxaqueca. No entanto, o novo fármaco não consegue impedir todos os ataques da condição, mas pode diminuir suas intensidades em 50% ou mais.

De acordo com os testes, as pessoas que utilizaram a injeção não relataram mais efeitos colaterais do que as que tomaram placebo.

A molécula "CGRP", é uma proteína relacionada ao gene da calcitocina. Essa molécula é comum no organismos de todos os seres humanos, mas em pessoas com enxaqueca, sua prevalência é maior.

Uma pesquisa do Physiological Review, publicado em 2014, fala sobre a função vasodilatadora dessa molécula. Ela é capaz de fazer o diâmetro de vasos sanguíneos ficar maior, mecanismo que também está ligado à enxaqueca.

Esse processo, junto a outras substâncias químicas, deflagra o circuito de dor envolvido na enxaqueca . É por isso que os tratamentos para o combater a pressão são adotados para cuidar a condição, já que eles ajudam a dilatar os vasos, diminuindo a dor . Contudo, a injeção, entretanto tem como alvo a diminuição dessa molécula.

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