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Tentativas e pensamentos suicidas aumentaram entre 2008 e 2015 entre crianças e adolescentes, principalmente no período letivo; entenda

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O número de crianças e adolescentes hospitalizados nos Estados Unidos por tentar suicídio ou pensar nisso dobrou em menos de dez anos, mostrou uma pesquisa publicada no periódico científico Pediatrics.

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Em 2008 o índice de internações de crianças e adolescentes em hospitais americanos por conta de tentativa de suicídio ou pensamentos suicidas passou de 0,66% para 1,82% em 2015. Apesar de o índice ainda ser considerado baixo, a alta em uma década chamou a atenção dos pesquisadores.

As faixas etárias de 12 a 14 anos e 15 a 17 anos foram as que apresentaram um crescimento maior no índice de internações. Em um recorte por gênero, as meninas mostraram um crescimento maior nessa taxa do que os meninos.

A prevalência desses casos também foi maior durante o período do ano letivo, o que foi considerado como um dado importante, já que, comparado com os adultos, as tentativas e os pensamentos suicidas são mais frequentes na primavera e verão.

De acordo com a pesquisa, foi identificada a ocorrência de 115.800 tentativas de suicídio ou idealizações do ato por crianças e adolescentes ao longo de sete anos. As informações são do banco de dados do Sistema de Informação de Saúde Pediátrica dos EUA.

Para os pesquisadores, entre as hipóteses que poderia explicar a alta dos índices de casos de suicídio entre menores de idade seria o crescimento de casos de depressão entre os jovens. O uso das redes sociais também foi outra questão considerada pelos idealizadores do estudo.

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Aumento de casos no Brasil

No ano passado, o Ministério da Saúde informou dados do primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio no Brasil, e foi possível perceber que, em quatro anos, mortes por suicídio aumentaram 12%.

O total subiu de 10.490 registrados em 2011, para 11.736 casos em 2015. Em um valor total, entre os anos de 2011 e 2016, 62.804 pessoas tiraram suas próprias vidas no País – sendo 79% homens.

O estudo revela ainda que, no Brasil, os idosos, de 70 anos ou mais, apresentaram as maiores taxas, com 8,9 suicídios para cada 100 mil habitantes. No entanto, segundo a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fátima Marinho, em números absolutos, a população idosa vem aumentando.

Fátima lembra ainda que eles sofrem mais com doenças crônicas, depressão e abandono familiar e esse índice alto de suicídio entre idosos é observado no mundo todo.

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