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Por conta da greve dos caminhoneiros, diversos hospitais reportaram falta de remédios, cancelamento de cirurgias e fechamento de unidades de saúde

Diversas unidades de saúde apontaram problemas com medicamentos e insumos devido à greve dos caminhoneiros
Marcelo Casal/EBC
Diversas unidades de saúde apontaram problemas com medicamentos e insumos devido à greve dos caminhoneiros

Os medicamentos e insumos de saúde que não estão conseguindo chegar aos hospitais por conta da greve dos caminhoneiros serão transportados por aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), informou o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun nesta segunda-feira (28). Os insumos serão transportados em voos regulares.

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"A Força Aérea passa a transportar medicamentos por determinação do presidente em conjunto com o comitê de crise. Foi determinado que a Força Aérea passe a transportar medicamentos e insumos da área da saúde para os hospitais", declarou Marun.

Segundo o ministro, o presidente Michel Temer "tem revelado uma preocupação cada vez maior com a questão da vida humana, da saúde".

Para avaliar a situação do setor em decorrência das paralisações que estão ocorrendo em todos os estados brasileiros, o Ministério da Saúde afirmou estar acompanhando as demandas, que estão sendo mapeadas.

Segundo a pasta, as necessidades das unidades de saúde estão sendo atendidas, com a ajuda de forças federais, estaduais e municipais. “Ainda não há um balanço geral das iniciativas dos três entes federados”, informou o ministério, por meio de nota.

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Falta de medicamentos

Mesmo assim, já foram registrados diversos pontos onde falta remédios e insumos hospitalares. No Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Saúde suspendeu, a partir desta segunda-feira, as cirurgias eletivas, ou seja, não emergenciais, em sua rede de hospitais.

O mesmo procedimento foi adotado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que também suspendeu consultas ambulatoriais em hospitais e policlínicas. As unidades básicas de saúde permanecem fechadas hoje.

Serão priorizados casos de urgência e emergência e o transporte de pacientes para exames será feito apenas em casos de extrema necessidade. A remarcação, segundo a pasta, será feita na primeira oportunidade.

O vice-presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Eduardo de Oliveira, declarou que o estado de São Paulo, em particular, enfrenta problemas relacionados ao deslocamento de funcionários – sobretudo os que trabalham na periferia, em unidades de pequeno e médio porte.

Outro alerta da entidade diz respeito ao estoque de sangue nos hemocentros do estado. “Os doadores estão com dificuldade para chegar ao posto de coleta. E o estoque das unidades está começando a acabar. Se essa situação não se normalizar, vamos ter problemas cada vez piores”, avaliou ele em entrevista à Agência Brasil .

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