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Surto foi considerado o maior já enfrentado na história do estado; até sexta-feira (25) mais de mil casos foram notificados, sendo 140 descartados

Amostras de água foram enviadas para a análise do DNA do protozoário que causa a toxoplasmose
Pixabay/Creative Commons
Amostras de água foram enviadas para a análise do DNA do protozoário que causa a toxoplasmose

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou 460 casos de toxoplasmose no município de Santa Maria. A infecção, também conhecida como “doença do gato”, desenvolve sintomas similares aos da gripe, mas em pessoas com imunidade comprometida, pode apresentar manifestações sistêmicas graves.

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A pasta recebeu a notificação de 1.116 casos de toxoplasmose na cidade. Desses, 140 foram descartados e 166 seguem em investigação. As informações são do último boletim informativo, divulgado na sexta-feira (25).

Na ocasião, autoridades municipais, estaduais e federais se reuniram para discutir o surto,  que é considerado o maior já enfrentado pelo Rio Grande do Sul na história. O encontro contou com a participação de representantes do escritório no Brasil do Centro de Controle e Prevenção de Doenças norte-americano (CDC, na sigla em inglês), que já atua para auxiliar no trabalho de investigação.

Análise

Segundo a secretaria, o primeiro lote de amostras de água enviadas para análise no laboratório da Universidade Estadual de Londrina apresentou resultado negativo para a presença do DNA do protozoário Toxoplasma gonddi . O lote inclui amostras coletadas na estação de tratamento da Companhia Riograndense de Saneamento e em residências na cidade.

Novas amostras serão analisadas, entre elas, amostras de poços artesianos. “Por esse motivo, a investigação não foi encerrada e ainda não é possível descartar a água como provável fonte. Assim, a recomendação ainda é para que a água para consumo seja fervida por ao menos dez minutos”, informou o governo estadual.

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A doença

Conhecida como doença do gato , a toxoplasmose, de acordo com o Ministério da Saúde, é causada por um protozoário e apresenta quadro clínico variado – desde infecção assintomática a manifestações sistêmicas extremamente graves.

A infecção em humanos acontece por três vias: contato direto com solo, areia e latas de lixo contaminados com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua ou mal cozida infectada (sobretudo carne de porco e de carneiro); e infecção transplacentária durante a gravidez.

A toxoplasmose não pode ser transmitida de humano para humano, com exceção das infecções intrauterinas. De acordo com a pasta, cerca de 40% dos fetos de mães que adquiriram a doença durante a gestação são infectados.

A orientação para se prevenir da toxoplasmose é evitar o uso de produtos animais crus ou mal cozidos; eliminar as fezes de gatos infectados em lixo seguro; proteger as caixas de areia; lavar as mãos após manipular carne crua ou terra contaminada; e evitar o contato de grávidas com gatos.

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