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Criança de 7 meses não era vacinada e apresentou sintomas como febre, manchas na pele, tosse e coriza; saiba mais sobre a epidemia em Manaus

Vacina da tríplice viral pode evitar morte por sarampo, segundo Ministério da Saúde
ONU
Vacina da tríplice viral pode evitar morte por sarampo, segundo Ministério da Saúde

A primeira morte por sarampo desde março deste ano no Amazonas foi confirmada pela Secretaria de Saúde de Manaus nesta quinta-feira (5). Um menino de 7 meses que ainda não havia sido vacinado morreu no último dia 28 após apresentar sintomas como febre, manchas na pele, tosse e coriza. A criança morava na área limite entre as zonas Norte e Leste, onde se concentram a maior parte dos casos notificados e confirmados.

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De acordo com a pasta, há ainda outra possível morte por sarampo em investigação. Uma menina de 9 meses que também não havia sido imunizada em Manaus. Como, neste caso, não foi feita a coleta de sangue para sorologia, a confirmação deve demorar um pouco mais.

A investigação da causa da morte será feita por meio de levantamento de informações junto a familiares. A criança morava na área de abrangência do Distrito de Saúde Oeste.

Outro óbito, de uma jovem de 19 anos, até então investigado como suspeita para sarampo, foi descartado pela secretaria.

Antes de morte por sarampo, Manaus entrou em estado de emergência

Na terça-feira (3), a prefeitura de  Manaus decretou situação de emergência por 180 dias em razão da epidemia de sarampo registrada na capital amazonense. Com 271 casos da doença na cidade, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) declarou que há mais de 1,8 mil pacientes com suspeita da doença sob investigação - a maioria deles são crianças de até cinco anos.

A epidemia de sarampo registrada na capital do Amazonas é composta por 108 casos confirmados na Zona Norte, 67 que apareceram na zona Leste, 59 na Sul, 35 na Oeste e 2 na área Rural.

A Semsa informou que 1.841 casos suspeitos estão sob investigação. A Zona Norte também concentra o maior número, com 672 casos. As zonas Leste (316), Sul (272), Oeste (268) e Rural (16) também possuem casos em apuração.

A epidemia atinge os estados do Amazonas e de Roraima. Até o último balanço, divulgado na segunda-feira (2) pelo Ministério da Saúde, já haviam sido registrados, nos dois estados, perto de 500 casos da doença no ano. O surto na região colocou em alerta autoridades estaduais e o próprio Ministério da Saúde.

Em Roraima, os casos de sarampo que já foram confirmados chegaram a 200, com 177 em investigação e 35 já descartados. Em duas situações, ocorreram mortes em decorrência da doença. No estado, a disseminação da doença é associada por autoridades à chegada de venezuelanos, vindos fugindo do país natal.

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, foram encaminhadas aos dois estados mais de 700 mil doses da vacina contra sarampo, a tríplice viral, usada também para caxumba e rubéola. Deste total, 487 mil foram para o Amazonas e 224 mil para Roraima.

Em Roraima, a campanha de vacinação ocorreu em 15 municípios entre os meses de março e abril. Foram administradas 112 mil doses.

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No Amazonas, estado onde foi confirmada primeira  morte por sarampo desde março, a campanha de vacinação foi adiantada para o mês de abril. O foco foi estabelecido na região metropolitana de Manaus, nas cidades com mais de 75 mil habitantes e nas áreas de fronteira.

*Com informações da Agência Brasil

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