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Para atender melhor pais e responsáveis e incentivar proteção, governo decide iniciar ação neste sábado (4); veja como funciona o esquema vacinal

Sarampo e poliomielite são doenças que haviam sido eliminadas do País, e podem ser prevenidas com vacinas disponíveis pelo governo
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Sarampo e poliomielite são doenças que haviam sido eliminadas do País, e podem ser prevenidas com vacinas disponíveis pelo governo

A campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite será adiada em São Paulo. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, a ação, que teria início na segunda-feira (6), vai começar no próximo sábado (4), quando cerca de 4 mil postos de imunização fixos e outros 300 volantes ficarão abertos.

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Segundo secretaria, a decisão de antecipação da ação contra sarampo e pólio foi tomada para “facilitar que os pais e os responsáveis levem as crianças aos postos de saúde”, tendo em vista que muitas vezes os horários de atendimento das unidades não são acessíveis para muitas famílias.

Com cobertura vacinal atual de 70% para pólio e 74,3% para sarampo, a expectativa do governo estadual é de vacinar 95% do público-alvo - composto por 2,2 milhões de crianças com idade entre 1 e 5 anos incompletos.

Sarampo não atinge meta de imunização desde 2012

Em 2017, países vizinhos sofreram com surtos da condição, principalmente a Venezuela, que deixou de imunizar a população por questões políticas e econômicas. O governo brasileiro chegou a alertar sobre o risco da doença e reforçou o aviso sobre a importância de tomar a tríplice viral, vacina contra sarampo e que protege contra outras duas doenças: caxumba e rubéola.

Oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, a proteção deve ocorrer na infância, e em duas doses: com 12 e 15 meses. Na segunda dose, a vacina contra sarampo também protege contra a varicela, infecção viral que causa a catapora.

No entanto, a segunda dose da vacina não atinge a meta de 95% de cobertura vacinal desde 2012.

Essa é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa. Complicações infecciosas contribuem para a gravidade do quadro, particularmente em crianças desnutridas e menores de um 1 ano de idade.

Os sintomas do sarampo incluem febre alta acima de 38,5°C; erupções na pele; tosse; coriza; conjuntivite; e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal, conhecidas como sinais de Koplik e que antecedem de um a dois dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

A transmissão do sarampo acontece de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema (erupção cutânea). O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

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Mais de 300 cidades estão sujeitas à volta da poliomielite

De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde em junho, há alto risco de retorno da poliomielite em pelo menos 312 cidades brasileiras.

Por conta da baixa adesão à imunização, com apenas 50% das crianças vacinadas, todos os estados brasileiros possuem municípios que são considerados lugares de risco, com exceção apenas de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal.

Só em São Paulo, 44 cidades estão em alerta da doença. Municípios da Bahia e do Maranhão são os que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, com apenas 15% de cobertura vacinal.

A doença é prevenida por duas vacinas: a Vacina Oral Poliomielite (VOP), administrada oralmente aos 2,4 e 6 meses de vida, com reforços entre 15 e 18 meses e entre 4 e 5 anos; e a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que é injetada aos 15 meses e outra aos 4 anos de idade.

Contudo, das vacinas que as crianças de dois e quatro meses devem receber, a de pólio é a única que não ultrapassa 85% de vacinados nas duas doses, conforme dados do Datasus.

Causada por um vírus que vive no intestino, o poliovírus, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos de idade, mas também pode contaminar adultos.

A maior parte das infecções apresenta poucos sintomas e há semelhanças com as infecções respiratórias como febre e dor de garganta, além das gastrointestinais, náusea, vômito e prisão de ventre.

Cerca de 1% dos infectados pelo vírus pode desenvolver a forma paralítica da doença, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.

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Para os demais estados, a data do início da campanha de vacinação contra sarampo definida pelo Ministério da Saúde permanece dia 6 e vai até o dia 31 de agosto. Além disso, um “Dia D” acontecerá em um sábado, dia 18, para incentivar a aplicação das doses.

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