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Secretaria Estadual prorrogou a ação até o dia 22 de setembro; cobertura vacinal do Rio estava abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio é destinada a crianças maiores de 1 ano e menores de 5 anos
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Campanha de vacinação contra sarampo e pólio é destinada a crianças maiores de 1 ano e menores de 5 anos

A campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite teve fim na última sexta-feira (14) para a maior parte dos estados brasileiros, menos no Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Saúde decidiu prorrogar até o próximo sábado (22) em todos os 92 municípios fluminenses a ação que visa a imunização contra as duas infecções.

Destinada a todas as crianças de 1 ano e menores de 5 anos de idade, a campanha de vacinação contra sarampo e pólio contará com um novo Dia D no último dia da ação, realizado pela secretaria em parceria com os municípios que não atingiram a meta de cobertura.

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio deve aumentar cobertura vacinal

Campanha de vacinação contra sarampo e pólio no Rio ficou abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 18.8.18
Campanha de vacinação contra sarampo e pólio no Rio ficou abaixo da meta recomendada pelo Ministério da Saúde

Na última quinta-feira (13) a Secretaria de Estado de Saúde lançou a campanha “Tchau Sarampo, Tchau Pólio”, com a finalidade de reforçar a necessidade da vacinação durante a infância e prorrogar a imunização contra as duas doenças no estado do Rio de Janeiro.

Até a quarta-feira (12), a cobertura vacinal no estado estava em 79% contra a poliomielite e de 80% contra o sarampo. O objetivo é que 95% do público-alvo esteja imunizado. Todas as crianças de 1 ano a 5 anos incompletos devem se vacinar, mesmo que já tenham tomado as duas doses da vacina.

Durante o Dia D, no próximo sábado, a secretaria vai contar também com a parceria do Corpo de Bombeiros, que cederá alguns dos quartéis para ajudar na imunização.

A vacina contra a poliomielite é segura e protege contra os dois sorotipos do poliovírus 1 e 3. Crianças com comprometimento imunológico devem ser avaliadas antes de tomar a vacina. De acordo com o Ministério da Saúde , o Brasil está livre da poliomielite desde 1990, portanto é fundamental que a população procure a vacina.

Este ano, foram confirmados 18 casos de sarampo no Rio de Janeiro , sendo 15 na cidade do Rio, dois em Duque de Caxias e um em Niterói. A Secretaria Estadual de Saúde vem trabalhando em parceria com os municípios, inclusive realizando vacinação de bloqueio.

Leia também: Quase 80% dos casos de sarampo no Brasil estão concentrados no Amazonas

Conheça alguns mitos e verdades sobre sarampo e pólio

campanha de vacinação contra sarampo e pólio visa aumentar a adesão às doses das vacinas
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campanha de vacinação contra sarampo e pólio visa aumentar a adesão às doses das vacinas

1. "A volta do sarampo está ligada à crise na Venezuela"

Verdade . De acordo com o documento elaborado pelo Ministério da Saúde, os surtos da doença estão relacionados à importação. “Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela”, diz a nota da pasta.

Devido à crise política e econômica, o governo da Venezuela deixou de vacinar a população e, ao receber imigrantes, o Brasil também passou a ficar exposto ao vírus.

Contudo, não é justo atribuir toda a culpa do retorno da doença à imigração, conforme pontua o secretário da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), Juarez Cunha. Afinal, o surto poderia ter sido controlado com a vacina, disponível gratuitamente na rede pública do País.

“Além da situação na Venezuela, o sarampo já tinha surtos registrados na Europa desde 2016. Com as quedas das coberturas vacinais e com doenças já eliminadas se aproximando do Brasil, o risco de surtos fica muito maior”, disse.

2. "A vacina contra sarampo é o único meio de evitar a doença"
Verdade . Segundo informações do Ministério da Saúde, a imunização é a única maneira de prevenir a doença. As doses são indicadas uma aos 12 meses de idade e a outra aos 15 meses.

3. "A poliomielite voltou"
Falso . Até o momento, não há indícios de um retorno da pólio. Segundo o secretário da SBIm, o último caso da doença no Brasil foi em 1989. Contudo, o especialista alerta sobre o problema que a falsa sensação de que a doença não oferece perigo pode causar.

“Apesar de ser uma doença eliminada nas Américas desde 1994, a poliomielite continua existindo no mundo. Com toda a facilidade de locomoção entre países, as chances de uma pessoa se contaminar e espalhar o vírus no Brasil existe e, se não houver cobertura vacinal, o risco fica iminente”, explica Juarez.

Um relatório divulgado em julho deste ano pelo Governo Federal mostrou que 312 cidades brasileiras correm alto risco por estarem com cobertura vacinal abaixo dos 50%.

O levantamento aponta ainda que todos os estados brasileiros possuem municípios que são considerados lugares de risco, com exceção de Rondônia, Espírito Santo e do Distrito Federal. Só em São Paulo, 44 cidades estão em alerta da doença. Municípios da Bahia e do Maranhão são os que menos imunizaram seus moradores nos últimos anos, com apenas 15% de cobertura vacinal.

4. "Adultos não pegam sarampo nem pólio"
Falso . Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, o risco é maior para crianças pequenas não vacinadas. Mulheres grávidas não imunizadas também estão em risco. No entanto, qualquer pessoa não imunizada pode se infectar.

5. "Só se pega sarampo uma vez na vida"
Verdadeiro . Quando uma pessoa contrai a infecção, o organismo desenvolve anticorpos que impedem uma nova contaminação. O mesmo acontece com catapora, rubéola e outras doenças.

6. "Adultos que já se vacinaram contra sarampo devem receber reforço”
Falso . Quem conseguir comprovar a vacinação contra o sarampo não precisa receber a vacina novamente.

Além disso, indivíduos com história pregressa de sarampo, caxumba e rubéola também são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso certeza do diagnóstico. Na dúvida, é melhor buscar a vacinação.

“Só não vai tomar a vacina quem tiver certeza que já foi vacinado ou teve a doença. E essa certeza é comprovada pelo comprovante na carteira vacinal ou exames que atestam sarampo. Se a pessoa não tiver, melhor ser imunizado. Só a história de que teve a doença ou recebeu a vacina não vale”, pontuou o especialista da SBIm.

7. "Adultos não podem tomar a vacina contra sarampo”
Falso . Apesar de a campanha ser voltada para o público infantil, adultos e adolescentes que não receberam a vacina podem buscar a proteção nos postos de saúde gratuitamente.

“Se a pessoa perdeu o comprovante da vacina e não tem certeza se tomou, o ideal é buscar a imunização. Não tem problema fazer doses a mais, caso a administração já tenha sido feita antes”, garante Juarez.

Para os adolescentes e adultos de até 49 anos há duas recomendações: segundo o Ministério da Saúde, pessoas de 10 a 29 anos devem receber duas doses da tríplice viral, enquanto pessoas de 30 a 49 anos só recebem uma dose da tríplice viral.

8. "Idosos e gestantes não podem se vacinar contra sarampo"
Verdade . Segundo o Ministério da Saúde, mesmo se a pessoa com mais de 50 anos não tenha certeza se tomou ou não a imunização, não há necessidade de recorrer à proteção. “Entende-se que, na infância dessas pessoas, como não tinha vacina, a chance delas terem tido a doença é grande, por isso não é preciso receber a dose”, avalia Cunha.

Já em relação às grávidas, a recomendação do Ministério da Saúde é que elas devem esperar para serem vacinadas após o parto.

Para quem está se planejando engravidar, é ideal ter certeza de que está protegida. Nesses casos, um exame de sangue pode dizer se a pessoa já está imune à doença. Se não estiver, a vacina pode ser tomada um mês antes da gravidez.

Leia também: Entenda o que pode acontecer se as pessoas deixarem de se vacinar

É importante lembrar que a imunização é a medida mais eficaz para prevenir casos das duas doenças, de acordo com o Ministério da Saúde, e a campanha de vacinação contra sarampo e pólio visa aumentar a adesão às doses.

*Com informações da Agência Brasil

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