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Programa Nacional de Imunizações deve contar com uma dose que combate pneumonia e otite, além de outra contra meningite e infecções generalizadas

Novas vacinas incluídas no calendário de vacinação devem ser destinadas a imunodeprimidos e adolescentes de 12 e 13 anos
Rovena Rosa/Agência Brasil
Novas vacinas incluídas no calendário de vacinação devem ser destinadas a imunodeprimidos e adolescentes de 12 e 13 anos

O Programa Nacional de Imunizações poderá contar com mais duas vacinas no calendário de vacinação do país. Com a medida, serão 21 doses oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à população.

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A previsão é de que as vacinas sejam incluídas no calendário de vacinação no próximo ano. Serão elas a vacina pneumo 13, para indivíduos imunodeprimidos – e que só será feita em centros de referência para imunobiológicos especiais – e a vacina meningo ACWY, para adolescentes de 12 e 13 anos.

“Como o Brasil é muito grande, são milhões de doses de vacina que se precisa para fazer essas novas introduções. Está tendo toda uma negociação para saber quais os laboratórios que podem produzir e a disponibilidade de recursos. Tudo isso vai ser levado em conta na hora dessas introduções”, explicou a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações, Ana Goretti Maranhão.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, a vacina pneumo 13 previne cerca de 90% de doenças graves como pneumonia, meningite e otite, causadas por um total de 13 sorotipos de pneumococo.

Já a meningo ACWY protege contra meningites e infecções generalizadas, causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

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“Essas duas vacinas foram amplamente discutidas no comitê técnico assessor de imunização do PNI [Programa Nacional de Imunizações]. Eles aprovaram essas introduções, dependendo da disponibilidade. Ninguém vai colocar uma vacina que a gente não tenha absoluta certeza da sua sustentabilidade”, reforçou Ana Goretti Maranhão.

A coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunizações acrescentou que as demandas médicas eram antigas. “A gente vem discutindo isso sempre com muita responsabilidade, porque não é só dizer ‘Vou introduzir’. A gente precisa ter absoluta certeza de que vai ter a vacina e de que vai ter o recurso para que possa colocar dentro do calendário nacional de imunização.”

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Durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro, além da implementação das duas vacinas no calendário de vacinação , foram anunciadas ainda a ampliação da vacina dTPa – que combate a difteria, o tétano e a coqueluche – para estagiários de medicina, enfermagem e fisioterapia e uma alteração no tratamento de pré-exposição da raiva, que passará a ser feito não mais em três, mas em duas doses.

*Com informações da Agência Brasil

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