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Tratamento da febre reumática conta com ferramenta que avalia o risco para o procedimento e tem 98% de precisão; entenda como a doença se manifesta

Tratamento da febre reumática ganha novo aliado: calculadora de risco ajuda a decidir em casos graves
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Tratamento da febre reumática ganha novo aliado: calculadora de risco ajuda a decidir em casos graves

Uma das doenças reumáticas mais comuns entre crianças na idade escolar e adolescentes, a febre reumática pode causar danos significativos nas válvulas do coração. Além do uso de medicamentos, em muitos casos, o tratamento da febre reumática pode incluir cirurgia, necessária em cerca de um terço dos afetados.

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Na maioria dos casos, os candidatos à operação são pacientes graves, às vezes com uma ou mais operações cardíacas já realizadas. Asma e diabete também podem aparecer como complicadores, o que coloca em risco o tratamento da febre reumática e até mesmo a vida do paciente.

Pensando nisso, pesquisadores do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade de Coimbra (Portugal) e do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro, desenvolveram uma calculadora de risco para saber quem deveria ou ou não fazer a cirurgia.

De acordo com Omar Asdrúbal Mejía, coordenador da Unidade Cirúrgica de Qualidade e Segurança do Incor da Faculdade de Medicina (FM) da USP, “é normal que os pacientes tenham adquirido a doença inflamatória no período da adolescência por infecções de garganta”, informou ele à Rádio USP.

Isso porque as bactérias se depositam nas válvulas cardíacas, o que causa lesões que podem levar à necessidade de correção cirúrgica. Como outros procedimentos deste tipo, a operação também possui risco de complicações e mortalidade, sendo assim, ao criar a calculadora, o objetivo é estimar esse risco, permitindo planejar o que pode acontecer, o que ajudaria a indicar outras alternativas de tratamento e a discutir melhor com o paciente e sua família tais riscos.

Mejía explica que o grupo no Incor já está trabalhando há aproximadamente dez anos em cima dos dados. “Com um banco de dados, você consegue ver quais as características dos pacientes que tiveram complicações ou vieram a falecer. Portanto, é possível definir se foram itens como idade, nível do problema renal ou pulmonar, entre outros. Essas características permitem a criação de uma calculadora para fazer uma somatória dessas variáveis e conseguir predizer o que aconteceria com o paciente. A precisão da calculadora é de 98%”, afirmou.

Segundo o médico, as calculadoras de risco não são nenhuma novidade e já existem há 20 anos. Contudo, o diferencial da que foi criada pelo grupo é que ela é pensada justamente para o paciente reumático, que é uma particularidade do Brasil, onde a causa mais frequente dos problemas das válvulas cardíacas é a cardiopatia reumática.

A ferramenta já está sendo utilizada e, de acordo com ele, deverá ser um instrumento comum em outras regiões do País e em outros países que possuem alta chance de doença reumática.

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Como é feito o tratamento da febre reumática?

Tratamento da febre reumática pode ser feito com medicamentos ou, em casos graves, cirurgia
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Tratamento da febre reumática pode ser feito com medicamentos ou, em casos graves, cirurgia

A doença se desenvolve depois de uma infecção anterior, provocada pela bactéria do estreptococo e pode afetar as articulações, pele e até órgãos vitais como o coração e o cérebro.

Considerada uma condição autoimune, o sistema imunológico de uma pesso com febre reumática , por razões que ainda não são claras, identifica as células e tecidos saudáveis do organismo como invasores, e os ataca, causando problemas à saúde.

Entre os principais sintomas da doença estão febre, inchaço, sensibilidade e dor nas articulações, dor no peito, sopro cardíaco, fadiga, prostração e falta de ar.

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Para fazer o tratamento da febre reumática , é preciso destruir a bactéria do organismo e eliminar os sintomas da condição. Na maioria dos casos, os médicos prescrevem antibióticos específicos, anti-inflamatórios e anti-convulsivos.

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